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Escola estadual Miguel Couto, em Cabo Frio, é ocupada por estudantes

Alunos já ocupam também o Renato Azevedo; manifestações acontecem um dia depois da ocupação do colégio Vinte de Julho, em Arraial

19 abril 2016 - 09h35
Escola estadual Miguel Couto, em Cabo Frio, é ocupada por estudantes

Como rastilho de pólvora, o movimento de ocupação de unidades da rede estadual de ensino se espalha rapidamente pela região, depois que estudantes tomaram conta das dependência da escola estadual Vinte de Julho, em Arraial do Cabo. Ontem foi a vez do acampamento chegar a duas escolas de Cabo Frio: Miguel Couto, no Centro, e Renato Azevedo, em São Cristóvão, embora a secretaria estadual de Educação ainda não reconheça o movimento nesta última. Em todo o estado, 57 escolas estão ocupadas, inclusive em Araruama, Iguaba, Maricá e Macaé.

Assim como aconteceu em Arraial, os estudantes do Miguel Couto se mobilizaram desde cedo e entraram por um portão que fica na parte de trás da escola, na Rua Ismar Gomes de Azevedo. A manifestação conta com aproximadamente 50 estudantes que receberam a visita de integrantes do Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe) e de membros da direção da unidade. A princípio, houve um impasse entre os alunos e diretores sobre o uso de banheiros, refeitório e demais salas do colégio. Após uma resistência inicial, a direção acabou liberando o acesso às demais áreas do colégio. A diretora-adjunta Márcia Regina manifestou a sua preocupação.

– Em nenhum momento houve proibição. Até agradeci que estão sendo críticos e querendo melhorias. Basicamente estamos falando a mesma coisa. Só não entendi a invasão. O prédio é público e a direção é responsável por ele e também pela integridade dos alunos – justifica.

As reclamações dos jovens, no entanto, estão longe de se referir apenas ao livre acesso em todo o colégio. Assim como em outras cidades, a pauta de reivindicações inclui críticas à infraestrutura, como móveis e equipamentos sucateados, mato alto, entre outros problemas. E eles fizeram um mutirão e partiram para uma faxina geral nas dependências da escola.

– A gente não está aqui para fazer bagunça. Estamos aqui pelos nossos direitos que estão sendo negados. Queremos arcondicionado, ventiladores, merenda de qualidade e mais tempo de aulas. O sucateamento na nossa escola está grande – critica Lucas Souza, de 20 anos, que é aluno do terceiro ano.

Atualizada em 20/04 às 10:34h.

Confira a matéria completa na edição impressa desta quarta-feira.

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