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COMÉRCIO FECHADO

Entidades manifestam preocupação com economia, mas apoiam decisão do prefeito

Em carta aberta, empresários pedem continuação de diálogo com governo e novamente sugerem que reabertura parcial seja considerada

28 março 2020 - 20h16Por Rodrigo Branco

No dia seguinte à decisão do prefeito Adriano Moreno (DEM) de manter o comércio fechado como forma de prevenir a disseminação ao novo coronavírus, a reação do empresariado foi de conciliação. Nada de críticas, mas sim compreensão com o anúncio feito por no começo da noite desta sexta-feira (27).

Uma carta aberta foi divulgada neste sábado (28), no programa do jornalista Sidnei Marinho, na TV Litoral News. Assinam o documento o Sindicato do Comércio Varejista da Região dos Lagos (SindCom); a Associação dos Hotéis e Restaurantes de Cabo Frio, Associação de Construtores, o Convention Bureau e a Associação de Engenheiros e Arquitetos da Região dos Lagos (Asaerla) e outros empresários.

No texto, o tom é de respeito à decisão de Adriano, mas também de esperança de que as medidas possam ser revistas depois do próximo dia 3, data que o governo municipal já antecipou que fará uma reavaliação dos decretos, que poderão ser prorrogados, dependendo da situação do município em meio à epidemia da Covid-19. Segundo a carta, o anúncio do Governo Federal de ações de proteção à economia, como abertura de linhas emergenciais de crédito ajudou a acalmar os ânimos.

De todo modo, os comerciantes defendem a continuação do diálogo com o governo municipal e sugerem que as medidas de reabertura gradual tomadas em cidades vizinhas, como Arraial do Cabo e Iguaba Grande, sirvam de exemplo para Cabo Frio, após o fim da semana que vem.

“Sugerimos que as medidas já anunciadas pelos Srs. Prefeitos de Municípios vizinhos sirvam como diretrizes para a implementação das futuras ações em nossa cidade”, diz o comunicado, no qual os empresários se comprometem, apesar da crise, a ampliar as ações sociais e entregas kits de higiene e limpeza para a Secretaria de Assistência Social.

Mais cedo, a Associação de Hotéis havia divulgado uma nota própria, na qual também expressa compreensão, embora também manifeste preocupação com a questão econômica.

“A Associação de Hotéis e os estabelecimentos de hospedagem representados informa que vai acatar, respeitar e obedecer o que foi determinado pelo Poder Público no que diz respeito de manter os hotéis fechados. A parte técnica da decisão é inerente à administração pública, nos apenas solicitamos e apontamos possíveis soluções. Preocupante são os hotéis que atendem os fornecedores de serviços essenciais de nossa cidade. Não podemos ficar desabastecidos de comida, higiene e medicamentos, muito menos de petróleo e gás em âmbito nacional. Mas acreditamos que tudo isso foi levado em consideração na tomada de decisões”, diz a nota.

A presidente da Associação Comercial, Industrial de Cabo Frio (Acia) e do Conselho Comunitário de Segurança de Cabo Frio, Patrícia Cardinot, concordou integralmente com a decisão do governo em manter os estabelecimentos fechados.

– Dou os parabéns ao prefeito Adriano. Sei que muitos empresários podem não concordar com esta posição, mas é preciso pensar nas vidas. É preciso pensar no todo e se esse vírus se espalhar realmente na nossa cidade, a gente não tem a menor estrutura de saúde para suportar, nem, em Cabo Frio, nem em Tamoios.  É notório que não tem como a gente suportar algo assim. Aí seriam milhares de mortes na nossa cidade. Temos que esperar o posicionamento do nosso governador do estado e fico feliz do presidente Jair Bolsonaro liberar verbas – comentou a empresária, que admite que a crise financeira deve agravar.

 

 

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