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CARNAVAL 2020

"Ensaboa": Unidos do Viradouro se destaca em noite sem apresentações perfeitas

Mangueira também se credencia ao título após primeira metade do espetáculo na Marquês de Sapucaí

24 fevereiro 2020 - 18h28Por Rodrigo Branco

Como há muito tempo não acontecia, esperava-se bastante da primeira noite de desfiles no Grupo Especial do Rio, mas o que foi apresentado pelas sete escolas de samba que passaram pela Marquês de Sapucaí passou a impressão de que, mais uma vez, o título deve ficar com as agremiações que vão passar meste segunda-feira (24).

Em que pese ter havido momentos de emoção, o desfile de praticamente todas as escolas teve problemas de alegorias e evolução. Raras foram as agremiações que não tiveram percalços para manobrar seus carros da Avenida Presidente Vargas para a entrada da armação, em frente ao Setor 1. O transtorno deve tirar preciosos pontos da Acadêmicos do Grande Rio na luta pelas primeiras posições, mas também causou problemas para a União da Ilha e para o Paraíso do Tuiuti.

Recebida aos gritos de "campeã", a Mangueira faz uma apresentação plasticamente perfeita, mas passou sem empolgar, a despeito do samba, muito comentado na pré-temporada, mas que não propiciou o canto esperado.

A surpresa negativa da noie ficou com a Ilha, com graves problemas de evolução e estética contestada pela crítica carnavalesca. Confira abaixo as breves impressões escola por escola.

ESTÁCIO DE SÁ 

Rebaixada antecipadamente por muitos, fez um desfile correto para suas possibilidades. Foi uma das poucas que escapou dos transtornos em alegorias, talvez pela opção da carnavalesca Rosa Magalhães em levar carros de menor porte, porém com apuro visual, assim como as fantasias, a despeito da simplicidade de algumas delas. O samba "Pedra" foi bem interpretado pelo carro de som, mas o canto da escola foi irregular. Briga pra ficar no grupo.

VIRADOURO 

Cotada como uma das favoritas ao título no pré-Carnaval, a escola de Niterói fez jus ao cartaz. Pisando forte na Avenida e com um canto uniforme dos componentes, a Vermelho e Branco do Barreto 'lavou a alma' dos componentes e do público, principalmente com o refrão chiclete "ensaboa mãe". Carro de som e bateria funcionaram perfeitamente. Problemas de iluminação em algumas alegorias também podem despontuar a escola. Um buraco aberto na frente do segundo módulo de jurados pode penalizar a escola que, no entanto, certamente vai brigar nas primeiras colocações. 

MANGUEIRA 

A Verde e Rosa entrou na luta pelo bicampeonato ao fazer um desfile de apuro estético e perfeição na parte técnica. O catnavalesco Leandro Vieira apostou numa plástica mais tradicional primeiro setor ao falar das faces de Jesus Cristo. Do meio para o fim,  escola aumentou o tom na crítica com alegorias que retraram o "Jesus da Gente" crucificado e as formas LGBT, negra e feminina do Nazareno. A escultura de um rapaz negro de cabelo descolorido com marca de tiros e crucificado causou impacto. Porém, o aclamado samba não deu a liga esperada e fez a escola não ter o canto previsto. No entanto, chance de título é real.

TUIUTI

Uma das escolas que mais teve problemas com a entrada dos carros na Avenida, o que causou transtornos na evolução da agremiação de São Cristóvão. Componentes mantiveram  o nivel de canto, mais claramente no empolgante refrão "No Morro do Tuiuti, no alto do terreirão". Escola também mostrou esmero visual por parte do carnavalesco João Vítor Araújo para contar a saga do Rei Dom Sebastião e de São Sebastião. Com altos e baixos, deve ficar no meio da tabela.

GRANDE RIO

Na estreia da dupla Leonardo Bora e Gabriel Haddad, escola de Caxias fez melhor apresentação na parte estética em anos para retratar a vida do babalorixá Joãozinho da Gomeia. Contudo, o sonho do título inédito deve ficar pelo caminho mais uma vez, em função dos problemas de buracos causados pelo desacoplamento de um carro e a dificuldade de condução de outros. O samba, um dos melhores da safra rendeu um canto forte, graças à exibição da bateria de mestre Fafá. Sonha com as Campeãs, dependendo das apresentações desta segunda.

UNIÃO DA ILHA 

Com uma estética que remete ao desfile campeão da Beija-Flor de 2018, a Ilha perdeu grande parte da espontaneidade que a consagrou ao longo da história. Fantasias e alegorias abusaram do realismo, sem carnavalização, o que incomodou o público e a crítica. Problemas graves de evolução ao longo de todo o desfile culiminaram em um grande buraco na Avenida. Para piorar, a escola estourou em um minuto o tempo de 70 minutos e será penalizada em um décimo na apuração. Com isso, escola corre riscos em um ano em que caem duas agremiações para a Série A.

PORTELA

A tradicionalíssíma agremiação de Oswaldo Cruz passou com o dia amanhecendo e não decepcionou a sua torcida. Contando o enredo "Guajupiá", de temática indígena, os componentes cantaram forte o samba, tal como integrantes de uma verdadeira tribo azul e branca. A performance do carro de som e da bateria propiciaram a melhor evolução da noite, sem buiracos ou sobressaltos. Em sua estreia na escola, o casal Renato e Márcia Lage não inventou e apresentou bom gosto nas fantasias e alegorias. Como ponto negativo, o breve desquilíbrio da porta-bandeira Lucinha Nobre, que chegou a enrolar o pavilhão, em frente à cabine de jurados, o que pode provocar a perda de pontos. Problemas na realização da comissão de frente, com índios tupinambás e europeus, pode comprometer o sonho do 23º título.

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