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ECONOMIA

Empresários estão mais cautelosos com relação aos próximos meses, aponta estudo da Fecomércio

Ainda assim, 76,8% dos empreendedores esperam que situação melhore ou melhore muito

12 março 2021 - 18h00Por Redação

Novo levantamento da Fecomércio RJ com entrevistados do setor de comércio e serviços do estado do Rio de Janeiro (ERJ) mostra leve queda nas expectativas que os empresários fazem para os seus negócios nos próximos três meses. Cerca de 76,8% dos empreendedores esperam que melhore ou melhore muito, em fevereiro esse percentual era de 77,8%, uma redução de 1 ponto percentual. Foi possível observar também um pequeno aumento na proporção de empresários que acham que vai piorar ou piorar muito, de 8,3% em fevereiro, para 12,3%. Portanto, aqui houve um equilíbrio no otimismo para os próximos três meses em relação ao próprio negócio. O indicador que captura a informação caiu de 169,5 em fevereiro para 164,5 em março. 

Por outro lado, o estudo mostra que houve variação negativa, por parte dos comerciantes, com relação aos últimos três meses. Para 17,8% dos entrevistados a situação de seu negócio melhorou ou melhorou muito, o percentual é inferior ao registrado em fevereiro (20,4%), segunda queda consecutiva. Além disso, o número de comerciantes que acreditam que seus negócios estão estabilizados caiu de 26,6%, no mês anterior, para 23,2% em março. O número de empreendedores que afirmam que o quadro do seu negócio piorou subiu de 31,7% no mês de fevereiro, para 35,8%, assim como os que acreditam que piorou muito: de 21,3% para 23,2%.  No final das contas, houve variação negativa no indicador que mede a situação do negócio nos últimos 3 meses em março relativamente a fevereiro (67,4 para 58,7). O índice apresentou redução de 62,8 em fevereiro para 58,2 em março. Os dois indicadores já refletem possivelmente o resultado da extinção do auxílio emergencial e cenário de incerteza sobre a economia fluminense.  

Sobre a expectativa dos empresários fluminenses por demandas nos próximos meses, a sondagem registrou queda dos que acreditam que aumentará ou aumentará substancialmente: de 54,4% em fevereiro, para 49,6% em março. Para outros 30,3% haverá estabilização, no mês anterior esse percentual era de 31,7%. Houve, ainda, aumento entre os que acreditam diminuição acentuada de 3,7% em fevereiro, para 5,2%. O percentual dos que creem que diminuirá apresentou aumento, indo de 10,3% em fevereiro, para 14,9% nessa sondagem. Em resumo, os empresários estão menos otimistas em relação à demanda nos próximos 3 meses. O indicador que captura a informação subiu de 140,4 em fevereiro para 129,5 em março. 

CONTRATAÇÃO DE TRABALHADORES  

Perguntados sobre o quadro de funcionários, o levantamento mostrou uma retração entre os que disseram que o número de trabalhadores em suas empresas aumentou nos últimos três meses: de 5,3% para 3,1%. Já para 45,4% o quadro foi estabilizado, seguido pelos que responderam que houve redução (25,6%) e muita diminuição (25,3%). Apenas 0,5% informaram que aumento muito. O resultado mostra que houve diminuição do indicador que mede a contratação nos últimos 3 meses: 58 em fevereiro para 52,7 em março.   

Houve uma pequena redução também da expectativa de contratação entre fevereiro/20 e março/20, puxada fundamentalmente pelo aumento da proporção de empresários que disse que o quadro de funcionários diminuiria ou diminuiria muito (26,4%) em março, frente aos 22% do mês de anterior. O percentual dos empregadores que afirmou que aumentará ou aumentará muito subiu de 25% em fevereiro, para 21,9% em março. O indicador caiu de 103 em fevereiro para 95,6 em março.   

PREÇO DOS FORNECEDORES  

A sondagem também abordou a opinião dos empresários sobre os preços praticados por fornecedores. Para 59,5%, os valores aumentaram muito, no mês anterior eram 51,4%. Outros 33,2% consideram que houve algum aumento, em fevereiro eram 36,9%. Entre os entrevistados, 4,2% responderam que os preços ficaram estáveis e 2,3% afirmam que houve redução. Para 0,8% os valores diminuíram muito. O indicador que analisa a informação subiu de 184,4 em fevereiro para 189,6 em março. 

INADIMPLÊNCIA  

A pesquisa também mostra que ocorreu uma pequena diminuição no percentual de empresários que responderam que não estão inadimplentes: 43,6% frente a 44,3% em fevereiro, contra 22,7% que afirmam que suas empresas estão inadimplentes, seguidos por 22,5% que informaram que seus negócios estão com poucas restrições. Os que se consideram muito inadimplentes correspondem a 11,2%, mesma porcentagem de fevereiro.    

Em relação ao tipo de inadimplência, o aluguel (37,7%) lidera o ranking, seguido por fornecedores (37,2%), conta de luz (29,6%), telefone celular/fixo (28,6%), entre outros.  

ESTOQUE  

Mais da metade dos empresários (57,5%) afirmam que o estoque de seus estabelecimentos ficou abaixo do planejado. Em fevereiro esse percentual era de 54,2%. Para 30,7%, ficou igual e para 11,9% o abastecimento foi acima do projetado.

A sondagem ocorreu entre os dias 02 e 07 de março, contou com a participação de 383 empresários do estado do Rio de Janeiro e tem por objetivo acompanhar e avaliar o comportamento dos empresários do comércio de bens, serviços e turismo.  

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