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Eleições 2016: gangorra financeira na declaração de bens

Renda dos candidatos a prefeito de Cabo Frio mostra disparidades

27 agosto 2016 - 10h46
Eleições 2016: gangorra financeira na declaração de bens

Os candidatos à Prefeitura de Cabo Frio estão divididos quando o assunto é o desempenho nas finanças pessoais: uns tiveram aumento e outros diminuição do patrimônio. É o que dá para concluir pela declaração de bens feita pelos concorrentes à cadeira de Alair Corrêa (PP), que está disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral. Os dados foram declarados ao TSE pelas próprias equipes dos candidatos.

Dos seis candidatos, apenas Janio (PDT) e Adriano (Rede Sustentabilidade) apresentaram evolução patrimonial em relação à última vez em concorreram a um cargo público. Este ano, o pedetista declarou bens na ordem de R$ 539.590,65. Já em 2014, quando se candidatou e elegeu a uma vaga na Assembleia Legislativa, declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 417.589,39. Um aumento de 29%, segundo o TSE.

A evolução é ainda maior levando-se em conta a última campanha para prefeito da cidade, em 2012. À época, Janio declarou ao TSE R$ 250 mil, o que representa uma evolução de 115% em quatro anos. Na última eleição municipal, ele declarou apenas um apartamento no bairro da Gamboa, ao qual foram agregados dois veículos (uma Doblô 2005 e um Hyundai IX35 2014/2015 financiado).

Por sua vez, o médico ortopedista Adriano Moreno concorre à Prefeitura quatro anos depois de conseguir entrar na Câmara Municipal. Na ocasião, Adriano afirmou ao TSE que tinha R$ 945 mil. Já este ano, a declaração foi de R$ 1.527.784,03, o que representa um aumento de 61,7%, de acordo com a Justiça Eleitoral.

Aos bens comunicados ao TSE quatro anos atrás (uma picape Toyota 2006, uma moto BMW 2010/2011 e dois apartamento, um na Vila Nova e ou tro no Recreio, no Rio) foram acrescentadas aplicações finan- ceiras e uma sala comercial na Passagem De acordo com o site do TSE, os candidatos Marquinho Mendes (PMDB), Paulo César (PSDB) e Cláudio Leitão (PSOL) declararam perdas patrimoniais nos últimos anos. O peemedebista informou que possui R$ 829.849,28 em bens contra R$ 904.092,27 há dois anos, quando se candidatou e conseguiu uma vaga na Câmara dos Deputados. Um decréscimo de 8%.

No patrimônio de Marquinho constam aplicações financeiras, imóveis e terrenos. De acordo com a Justiça Eleitoral, metade de um terreno no Braga foi avaliado a R$ 12,5 mil e um apartamento em Icaraí, Zona Sul de Niterói, a R$ 70 mil.

No caso de Paulo César, que depois de deixar a Câmara Federal passou a atuar apenas como médico, a perda patrimonial declarada ao TSE é ainda maior. Em 2014, quando tentou uma vaga em Brasília novamente, registrou R$ 172.820,02 em bens, entre aplicações financeiras e um carro de R$ 89 mil. Já este ano, foram declarados ‘apenas’ R$ 60 mil, referentes a um Fiat Freemont 2011/2012. Uma queda patrimonial de 65%.

Já o economista Cláudio Leitão, que concorreu à Prefeitura nas duas últimas eleições, declarou há quatro anos bens da ordem de R$ 558 mil, contra R$ 385 mil este ano, o que representa uma queda de 31% no patrimônio, segundo aponta o Tribunal. Oscilações de preço à parte, a declaração do socialista é idêntica a de quatro anos atrás, com exceção de um apartamento no Jardim Francisco, que não consta nas informações deste ano.

Por sua vez, dos seis candidatos, o novato Carlos Felipe foi o que declarou o maior patrimônio: R$ 2.759.999,00. Esta é a primeira vez que o empresário concorre a um cargo público. Sua lista de bens para o TSE é a mais curiosa e deixa explícito seu gosto pelas artes plásticas. Entre os itens declarados estão 20 quadros, que totalizam R$ 200 mil; duas esculturas de cavalo, em bronze e pedra, avaliadas em R$ 40 mil e uma garça de madeira, de R$ 20 mil.