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​Educação de Cabo Frio para (de novo) na segunda

Irritada com atrasos salariais e decreto, categoria ameaça voltar com protestos de rua 

09 setembro 2017 - 09h58

Os profissionais da rede municipal de Educação de Cabo Frio vão paralisar as atividades na próxima segunda-feira. A gota d’água é a falta de pagamento dos salários de agosto no quinto dia útil do mês que, em tese, foi ontem. Em tese porque a prefeitura decretou ponto facultativo por causa do feriado da Independência e, portanto, os trâmites de pagamento ficaram parados. Mas as discordâncias estão longe de parar por aí. O secretário de Fazenda, Clésio Guimarães, por sua vez, alega que os pagamentos podem sair na terça-feira.

Os profissionais de ensino estão irritados por causa do atraso nos pagamentos de direitos, como o 13º salário de 2015 e triênios, e, sobretudo, com o decreto publicado há uma semana pelo prefeito Marquinho Mendes que corta horas-extras e outros adicionais por 180 dias. Segundo a diretora do Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe), Denise Teixeira, a categoria está propensa a retomar as manifestações de rua, comuns no ano passado. No atual governo, o último ato do tipo foi realizado em junho.

– Ninguém recebeu. A categoria decidiu em uma das nossas últimas assembleias que não aceitaria mais que o pagamento fosse feito depois do quinto. Todos os meses, temos enviado um ofício avisando que a categoria poderia parar. As pessoas estão muito revoltadas. A coisa está virando uma bola de neve. Os concursados de 2002, por exemplo, fizeram mudança de nível e não estão recebendo triênio a que tem direito – alega Denise.

Uma nova assembleia para definir os rumos do movimento está marcada para esta segunda-feira, a partir das 18 horas, no Colégio Municipal Edílson Duarte, no Jardim Caiçara. Enquanto isso, da parte da Saúde e das demais categorias, o dia ontem foi de silêncio, depois das ameaças de paralisação e dos anúncios de ações judiciais feitos nos últimos dias. Cauteloso, o presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde (SindSaúde), Gelcimar Almeida, o Mazinho, afirmou que os trabalhadores esperariam até segunda para saber o que vão fazer.

– A gente vai esperar até 23h59 (de ontem). Se não pagarem, na segunda, vamos ver se fazemos um ato de greve – limitou-se a dizer.

Segundo o secretário municipal de Fazenda, Clésio Guimarães Faria, a expectativa é pagar os profissionais de ensino na próxima terça-feira. Clésio afirmou que a folha de pagamento chegou às suas mãos apenas na tarde de ontem e, por causa disso, ainda não tinha visto se havia dinheiro em caixa para a quitação integral do funcionalismo. O secretário disse também que um arresto sofrido esta semana atrasou o processo de pagamento dos salários. Cerca de R$ 1,3 milhão em recursos, parte deles referente ao Fundeb, ficou retido por causa de um pagamento irregular a uma cooperativa que forneceu uniformes escolares para a rede municipal há alguns anos. O caso foi contestado judicialmente, mas a Procuradoria-Geral do Município recorreu e o valor restituído deve voltar aos cofres na segunda.

– Acredito que pagamos na terça. Já tinha um valor bom em caixa. Ainda tem o que estava bloqueado e o que costuma entrar nos cofres de hoje (ontem) para segunda – afirma Clésio.