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Dupla de velejadores sul-africanos para em Cabo Frio

Braam Malherbe e Wayne Robertson percorreram 7.500 quilômetros em 93 dias de viagem

10 maio 2017 - 08h00Por Texto e foto: Gabriel Tinoco
Dupla de velejadores sul-africanos para em Cabo Frio

 Braam Malherbe e Wayne Robertson receberam a bandeira brasileira ao atracarem no cais

No esverdeado litoral de uma das três capitais sul-africanas, a Cidade do Cabo, sob a vigília da Montanha da Mesa, um dos cartões-postais da cidade, a lar­gada de uma grande aventura: os velejadores sul-africanos Braam Malherbe e Wayne Robertson subiram no pequeno barco ape­lidado de Mhondoro rumo ao Brasil. E o cenário para o de­sembarque ontem, não menos belo que o da cidade da partida, foi o Iate Clube, em Cabo Frio, com a vista da bela Ilha do Ja­ponês. A dupla percorreu 7.500 quilômetros em 93 dias de via­gem, que, ao que parece, rendeu boas histórias em alto mar.

Após tanto tempo sem terra firme, os velejadores posaram para fotos, enrolados nas bandei­ras do Brasil e da África. Na che­gada, Braam Malherbe não re­sistiu ao primeiro pedido: “onde está a cerveja?”, questionou, ar­rancando risadas dos amigos e da imprensa. No dia 14, a dupla prossegue na viagem à Marina da Glória, no Rio de Janeiro.

– Vamos passear e conhecer a cidade (Cabo Frio). No dia 14, vamos mostrar o barco e fazer o marketing do projeto. Vamos dar entrevistas no Rio também – re­vela Braam.

Os sorrisos envoltos pela bar­bas grisalhas, fruto das dificul­dades de se barbear em alto mar, contrastavam com os contratem­pos da jornada.

– Não dormi por mais de uma hora em sequência. Também foi difícil fazer comida. As ondas de quase cinco metros viraram o barco umas quatro vezes em um dia. Precisava da luz solar para fazer água potável. E a maioria dos dias era nublado. Também perdi minha cadeira em uma tempestade, o que tornou mais desconfortável. Foram muitas dificuldades – afirma Wayne Ro­bertson, que mostrava as mãos cheias de calos pelas remadas.

Em sua quarta passagem pelo Brasil, Wayne encheu o país de elogios.

– Eu amo as pessoas, a natu­reza. Adoro o clima do Brasil. Também gosto de surfar quando venho para cá – disse o veleja­dor, que perdeu cinco quilos na viagem.

A dupla foi recebida por atle­tas cabofrienses na chegada a Cabo Frio.