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Do Teatro de Araruama para o Amazon Prime, Ricardo Soares estreia em 'Brasil Imperial'

Série conta a história desde a chegada da família real portuguesa ao Brasil até o retorno de D. Pedro I a Portugal

06 novembro 2020 - 10h27Por Redação

Dos palcos do Teatro Municipal de Araruama para uma série que será exibida no Brasil, Portugal e África. O ator Ricardo Soares, de 45 anos, faz parte do elenco da série que será lançada na próxima terça-feira (10) pela Fundação Cesgranrio na Amazon Prime. Com dez capítulos, a série “Brasil Imperial” contará a história desde a chegada da família real portuguesa ao Brasil até o retorno de D. Pedro I a Portugal. 

Na série, o ator que passou pelo Teatro Municipal de Araruama interpreta o jornalista Gonçalves Ledo, que narra o período de permanência de D. João nas Américas e o primeiro império de D. Pedro apresentando as negociações, tramas e conspirações políticas que marcaram o período, tendo como fio condutor a história de amor do casal, Arrebita um jovem português e a escrava Ana do Congo.  No decorrer da história, o personagem luta pelos ideais republicanos, tendo, durante a trajetória, importantes embates com José Bonifácio, ministro de D. Pedro I. 

Ricardo Soares é formado em Teatro pela Faculdade CAL no Rio de Janeiro. O ator nasceu no município de Duque de Caxias e com 18 anos de idade, foi morar com a família no Parque Mataruna, em Araruama, onde teve o seu primeiro contato com a arte de interpretar.

 – Araruama foi muito importante nesse meu pontapé inicial nas artes. Foi o lugar onde encontrei a minha turma, pessoas que também tinham esse viés artístico, que tinham paixão pelo trabalho de ator. Sinto muitas saudades dos amigos que fiz, ainda tenho contato com alguns. Também tenho saudades dos lugares da cidade, saíamos sempre em grupo, todos de bicicleta pelas ruas. Íamos passear na Gigi, na Praia da Pontinha, Praia dos Amores, Barbudo e Praia Seca. Era uma aventura – relembra o ator. 

Série “Brasil Imperial”

Série conta a história desde a chegada da família real portuguesa ao Brasil até o retorno de D. Pedro I a Portugal

Narrada por Joaquim Gonçalves Ledo, que comandou a luta pela independência e pela democratização da sociedade brasileira, a série começa com a fuga da família real para o Brasil, mostrando o lado indeciso do Dom João e a personalidade forte de Carlota Joaquina. A trama mostra o sofrimento de Leopoldina com as traições de seu marido Dom Pedro I, inclusive o caso duradouro dele com Domitila de Castro, que posteriormente ganhou título nobre de Marquesa de Santos. A série retrata ainda o improvável romance entre o português Arrebita e a ex-escrava Ana do Congo, destacando a dificuldade nas relações naquele período de escravatura e tanto preconceito.
 
Cada capítulo tem duração de, aproximadamente, 40 minutos. As filmagens foram realizadas em apenas dois meses e a equipe usou mini sets já que eram gravadas diversas cenas em um único dia. Entre as locações no Rio de Janeiro, Igreja Nossa Senhora do Outeiro da Glória, Paço Imperial, Real Gabinete Português de Leitura, Centro Cultural da Justiça Eleitoral e Casa Marquesa de Santos (a verdadeira casa de Domitila).
 
O diretor Alexandre Machafer conta que fugiu ao máximo da caricatura que se costuma criar em torno da família real portuguesa:

–  Mostramos um Dom João indeciso, mas que tinha pulso, que era forte. Não quis seguir aquela imagem que as pessoas criaram dele de bobalhão. Também quis mostrar papéis femininos com mais empoderamento com as personagens da Carlota Joaquina, Ana do Congo, Domitila, Leopoldina e Amélia. Foi minha intenção, também, mostrar o comportamento lascivo e irresponsável de Dom Pedro I, que demorou para entender o papel dele. Na série, eu trouxe o máximo de realismo sem perder o humor – afirma o diretor.

A Fundação Cesgranrio, instituição fundada nos anos 70, acredita que não há educação sem cultura, por isso, investe frequentemente em diversas áreas artísticas. Esta é a 4ª série produzida pelo Centro Cultural Cesgranrio. Em 2019, chegou aos cinemas, o primeiro longa-metragem da Cesgranrio, “O Filho do Homem”, a primeira versão brasileira da trajetória de Jesus. Em breve nos cinemas, o 2º longa da Cesgranrio: “Jorge da Capadócia”, que contará a história de São Jorge, um dos santos mais venerados no mundo.

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