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Marli Capp

Diretora do Marli Capp diz que demitidos em abril só foram avisados três meses depois

Escola de Tamoios está sem aulas por causa da falta de funcionários; Prefeitura nega exonerações

25 agosto 2016 - 08h48Por Rodrigo Branco I Foto: Reprodução
Diretora do Marli Capp diz que demitidos em abril só foram avisados três meses depois

Decididamente, a crise na Educação de Cabo Frio não tira férias. Na semana que deveria marcar a volta às aulas da rede municipal de ensino, alunos, professores e funcionários seguem no calvário em que se transformou o ano letivo que, ao que tudo indica, só deve terminar em 2017.

Na maior escola da rede, a Marli Capp, em Tamoios, os dias têm sido de expediente apenas na secretaria, uma vez que, por falta de quantitativo suficiente de servidores, os alunos dos três turnos foram dispensados por questão de segurança. As baixas na equipe aconteceram não apenas por causa da greve, mas pelas demissões que, na última leva, foram 28, entre inspetores, auxiliares de classe e auxiliares de serviços gerais.

– Somente no 2º turno, são mais de 600 alunos. Como estamos com somente um inspetor nesse horário seria uma irresponsabilidade muito grande abrir a escola para esses alunos. Quem vai ser responsabilizado caso alguma coisa aconteça? – questiona a diretora da unidade, Liane Pinheiro, cuja gestão zela por cerca de 1.700 estudantes em todos os turnos.

Ainda de acordo com a diretora, a situação se torna ainda mais grave, pois com o atraso nos salários, muitos professores resolveram pedir exoneração ou, pior, foram demitidos no fim de abril, mas avisados apenas três meses depois, pelos quais trabalharam literalmente de graça.

– O ano letivo está muito comprometido. Fizemos ofícios para a secretaria de Educação, para a secretaria de Administração. Falam “vou ver”, mas nada se resolve – queixa-se Liane, que afirma que os pais e responsáveis já se mobilizam para levar a questão ao Ministério Público.

Mas os problemas nem de longe se restringem ao Segundo Distrito. Segundo denúncias de leitores, as escolas Talita Perelló e Maria Dária, no Jardim Esperança, e Robinson Azevedo, no Parque Burle, também estão com problema de pessoal e de infraestrutura.

Segundo a diretora de imprensa do Sepe, Denise Teixeira, os transtornos se sucedem.

– A gente vê várias escolas passando por todas essas dificuldades, sem a menor infraestrutura, sem verba para manter a escola, sem verba para limpeza, para papel higiênica, para papel e para nada – afirma a sindicalista.

Em nota, a Prefeitura de Cabo afirmou que a Escola Municipal Marli Capp não teve servidores demitidos e que por conta dos atrasos salariais alguns professores decidiram aderir à greve. O texto diz ainda que “se a direção da escola decidir manter a escola fechada, deverá entregar as chaves da unidade à Secretaria Municipal de Educação para que a mesma tome as medidas necessárias à regularização da situação e garanta o direito de alunos e servidores de entrarem na escola.”

Já com relação às demais escolas, a Prefeitura afirma que todas estão abertas, sem falta de merenda e material, mas que os professores estão em greve, que continua após assembleia realizada anteontem.