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PROBLEMAS INTERNOS

Diretor-geral do Hospital do Jardim Esperança pede exoneração

Mudanças polêmicas feitas por novo administrador e demissão de diretor-técnico aumentaram crise na unidade

29 maio 2020 - 20h45Por Redação

A direção-geral do Hospital Municipal Otime Cardoso dos Santos, no Jardim Esperança, está vaga, depois que o médico Marcello Padilha pediu exoneração do cargo nesta sexta-feira (29). Segundo a Folha apurou, a atitude foi tomada por divergências com o novo administrador da unidade, nomeado pelo secretário de Saúde, Iranildo Campos. A gota d’água para a saída de Padilha, servidor concursado e de competência reconhecida entre seus pares, foi a exoneração do diretor-técnico da unidade, Paulo Borges, que também não concordava com as determinações do administrador, um soldado do Corpo de Bombeiros, sem experiência na gestão de hospitais, segundo funcionários. 

Entre as determinações contestadas está a burocracia para uso do estacionamento e a exigência  de que os profissionais se dirijam à administração para informar horário de chegada, além de um perfil tido como arbitrário na coordenação da unidade.

A Secretaria Municipal de Saúde confirmou à Folha dos Lagos a saída do diretor-geral e disse que os motivos ainda estão sendo levantados e discutidos. A pasta confirmou ainda que a chegada do novo administrador foi indicação do secretário Iranildo Campos, e que os novos procedimentos são acompanhados e aprovados pela secretaria.

Segundo a secretaria, muitos procedimentos foram tomados “por conta de práticas antigas dentro do hospital, que causavam prejuízo a população”. Outros nomes para assumir a direção do hospital estão sendo estudados pela pasta.

Servidores denunciam falta de estrutura na unidade; Prefeitura nega

A crise interna no Hospital do Jardim Esperança, unidade que atende a população da periferia da cidade, ocorre em um momento de aumento no número de casos do novo coronavírus em Cabo Frio. Em meio à pandemia, denúncias feitas para a reportagem dão conta de problemas de estrutura na unidade, relegada ao segundo plano com a inauguração do Hospital de Campanha da Unilagos.

Segundo as denúncias, respiradores foram retirados da unidade para equipar o Hospital Unilagos. Além disso, fontes afirmaram para Folha que faltam leitos de UTI suficientes e, por isso, pacientes com Covid-19 e de outras doenças chegam a ocupar o mesmo espaço na Sala de Trauma, improvisada como UTI. O quadro se agrava com dificuldade para transferência para o hospital de campanha que já estaria com ocupação total.

Em nota, a Prefeitura disse que as denúncias não procedem e que o Hospital Otime Cardoso dos Santos está com 66% de ocupação dos leitos de UTI e o Hospital Unilagos, com 63%.

 

 

 

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