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Diretor da Comsercaf é preso por envolvimento em quadrilha de desmanche de carros

Diretor da Comsercaf é preso por envolvimento em quadrilha de desmanche de carros

Dos 11 mandados de prisão dois foram cumpridos e outras quatro pessoas estão foragidas

19 fevereiro 2016 - 12h12

O diretor de serviços da Companhia de Serviços Públicos de Cabo Frio (Comsercaf), em Tamoios, no 2° distrito, Hugo Jorge de Almeida Gonçalves, e Heronide Pereira de Araújo Filho, foram presos na manhã desta sexta-feira (19). Ambos fazem parte dos 11 mandados de prisão preventiva que foram cumpridos na operação conjunta entre o MP e as polícias Civil, Militar e Federal que investiga ações de roubo, receptação e desmanche de carros. Outras quatro pessoas estão foragidas e cinco já estavam presas. As investigações tiveram início após latrocíno em 2014, na rodovia RJ-124, Via Lagos.

A Operação, denominada Ali Babá, foi comandada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e contou com a participação de 85 homens e 25 viaturas das forças policiais. A ação também cumpriu 15 mandados de busca e apreensão. 

Hugo é apontado como líder do bando, que atuava no Rio de Janeiro, na Baixada Fluminense e na Região dos Lagos, em especial nas cidades de Campos dos Goytacazes, Macaé, Rio das Ostras, São Pedro da Aldeia e Cabo Frio. Eles são acusados pelos crimes de organização criminosa (milícia), latrocínio, roubo, peculato e adulteração de sinal de veículo automotor. A operação aconteceu simultaneamente em bairros de Cabo Frio e do 2º distrito, Tamoios, além de cidades da Baixada Fluminense. Até o momento, as polícias Federal e Civil não divulgaram o que foi apreendido.

Funcionamento da quadrilha – Conforme a denúncia ao MP, os integrantes praticavam roubos, além de furtos de veículos e caminhões, que depois eram revendidas para ferros-velhos e receptadores na região de Campos dos Goytacazes. Segundo o órgão, a quadrilha agia sempre mediante graves ameaças com o uso de armas. Outras atividades do grupo seriam roubos a casas lotéricas e homicídios encomendados. 

Latrocínio na Via Lagos –  As investigações tiveram início a partir de um latrocínio cometido em julho de 2004, na rodovia RJ-124 (Via Lagos). Dois policiais militares transportavam R$ 6 milhões, a serviço da Trans Expert Vigilância, a bordo de um Toyota Corolla, quando foram abordados a tiros de fuzil disparados por membros da milícia. Valério Albuquerque Mello Filho, que dirigia o veículo, morreu. O outro PM se jogou do carro em movimento e escondeu-se no mato, escapando dos disparos. Do total transportado, R$ 4 milhões foram roubados.

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