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Hospital da Mulher

​Direção do Hospital da Mulher entrega documentos para CPI da Câmara

Presidente e relator da comissão visitam a unidade e conversam com funcionários e pacientes

18 abril 2019 - 20h27Por Redação I Foto: Divulgação
​Direção do Hospital da Mulher entrega documentos para CPI da Câmara

A diretora do Hospital da Mulher de Cabo Frio, Tânia Lydia Matosinhos, esteve ontem na Câmara Municipal para entregar documentos para o presidente da CPI, vereador Ricardo Martins (SD), que investiga a morte de nascituros na unidade. Tânia Lydia deixou com Ricardo o registro de entrada e saída e o livro de óbito do hospital. Os antigos diretores, Paul Dreyer e Lívia Natividade, já haviam disponibilizado outros documentos para a CPI, mas tanto a entrega do registro como a do livro de óbitos estavam pendentes.  

A ida de Tânia Lydia à Câmara acontece um dia depois de uma visita de Ricardo e do relator da CPI, Vaguinho Simão (PPS) ao hospital. Foi a primeira ida de parlamentares à unidade após a nova direção assumi-la, na semana passada. Os vereadores andaram por corredores, conversaram com funcionários e com a direção do hospital. 

Os vereadores aprovaram a diretora, no primeiro contato, mas Ricardo fez restrições ao fato de parte da equipe indicada pela gestão anterior ter sido mantida. 

– Acho que ela deveria ter autonomia para colocar a equipe inteira dela. Porque aí seguiria o perfil dela, se errasse seria ela. Ela está sendo induzida ao erro por causa de alguns funcionários que ainda estão lá da gestão passada. Mas é aguardar para ver, só o tempo dirá – comentou o presidente da CPI local.

Vaguinho também elogiou a conduta da nova diretora e disse que irá continuar a cobrar acesso a todos os documentos e registros do hospital.
 – Quero deixar claro que é prerrogativa da CPI ter acesso a todos os documentos e registros do hospital no local, claro q sempre institucionalmente, não abro mão das prerrogativas legais da CPI. O próximo passo é a análise dos documentos recebidos e cruzar os dados, o presidente deve marcar uma reunião para que os vereadores tomem a diretrizes dos trabalhos a seguir – antecipou.

Esta semana, durante o depoimento do secretário de Saúde, Márcio Mureb, à CPI da Assembleia Legislativa (Alerj), que também investiga a unidade, a principal cobrança foi justamente ao fato de os deputados estaduais não terem acesso a todos os documentos, sobretudo, os prontuários médicos.
Mureb chegou a comentar sobre a questão ética de abrir o histórico médico, mas comprometeu-se a entregar os prontuários médicos das gestantes após ter sido cobrado pela presidente da CPI estadual, deputada Renata Souza (PSOL). Segundo dados da CPI da Alerj, apenas este ano, 18 nascituros morreram na unidade.