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salários errados

Diferenças de até R$ 1.000 nos salários revoltam servidores

Prefeitura de Cabo Frio nega erro no pagamento e diz que casos serão resolvidos individualmente

19 novembro 2015 - 09h41

Aguardados com ansiedade, os salários de outubro até bateram nas contas pelos servidores contratados da Educação, conforme anunciado pela prefeitura, mas o gosto de decepção foi inevitável. Logo surgiram diversas reclamações de funcionários, cujos vencimentos foram depositados com descontos que variam de R$ 50 até R$ 1.000. De outro lado, a administração municipal nega o erro e diz que as divergências precisam ser levadas ao setor de Recursos Hu- manos da prefeitura ou da secretaria de Educação.

Entre os prejudicados está o professor de Educação Física Alex Sandro de Souza, da Esco- la Municipal Achilles Almeida Barreto, no Jacaré. Aprovado no concurso público de 2009, Alex Sandro é contratado da prefeitura graças a uma liminar conseguida na Justiça. O professor, que tem salário-base de R$ 1.300, recebeu anteontem apenas R$ 727,78. Sem uma explicação que o convencesse, Alex Sandro foi atrás de justificativas na prefeitura para a diferença, mas ele admite que, apesar disso, ainda não sabe o que vai fazer depois do baque.

– Na verdade, eu já estava recebendo a metade do que deveria receber como concursado. En- tão, esse mês eu recebi a metade da metade do salário. Eu estava me virando pegando dinheiro no cheque especial, mas como ele ficou ‘virado’ muito tempo, sem entrar dinheiro, o banco cortou. Todo mês contava receber para pagar o débito e o restante para fazer compras – relata Alex Sandro, que tem mulher e um filho.

Já uma servidora que não quis se identificar, por medo de represálias, disse que recebeu a informação de que muitos servidores que anteriormente trabalhavam em escolas foram remanejados para a sede da secretaria e tiveram descontos salariais de até R$ 1.000, mas sem redução da carga horária, que é de 40 horas semanais.

– Muitos têm que se submeter a isso porque não são efetivos e precisam trabalhar. Tem Justi-ça para nos defender? É muito complicado. Já não tem reposição e agora é isso. Para o go- verno, quem não quiser que vá embora. É muita sacanagem isso – desabafa a funcionária.

O secretário municipal de Comunicação, Edinho Ferrô, informou que as diferenças salariais não são ‘erros coletivos’ e que os problemas devem ser resolvidos caso a caso.

– Qualquer servidor da prefeitura que ache que o pagamento não veio de forma correta tem que procurar o RH para saber o que houve. Não há erro coletivo. Essas questões têm que ser resolvidas individualmente – afirma.