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dia internacional da mulher

Dia Internacional da Mulher: a comemoração que vira luta

Mulheres descartam festas e ressaltam necessidade de conscientização

08 março 2017 - 11h33
Dia Internacional da Mulher: a comemoração que vira luta

Em pleno dia oito de março, ninguém melhor para ser ouvido do que elas: as homenageadas do dia rejeitam o rótulo comemorativo do Dia Internacional da Mulher e veem a data como momento de luta. A Folha foi às ruas e ouviu das mulheres cabofrienses reclamações de todos os tipos.

– Tem muita coisa para melhorar. É muito preconceito com mãe solteira, por exemplo. Além disso, há aqueles problemas como abuso, violência doméstica, diferença salarial entre homens e mulheres – afirma a vendedora Camila Medeiros, de 28 anos.

Já a professora Maria Isabel Mesquita, 69, deseja a igualdade salarial e o fim das agressões sofridas pelas mulheres.

– As conquistas ainda têm muita coisa a melhorar. As mulheres têm sido alvo de muita violência do marido e, às vezes, até dos filhos. O salário também é baixo. No meu caso, por exemplo, já ganho pouco e ainda há desigualdade entre mulheres e homens. Assim não dá.

A equidade nos pagamentos também foi ressaltada pela aposentada Silésia Espíndola, 62, que tem esperança na igualdade de gênero.

– Tem muito preconceito dos homens em relação ao emprego. Eles acham, não sei o porquê, que devem ganhar mais. Às vezes, a mulher trabalha muito mais e acaba ganhando menos – critica.

A artista circense Júlia Lima, 25, aproveita a data como lembrança de tudo que a mulher passa devido ao machismo.

– Não é uma comemoração, mas sim uma lembrança em relação a tudo que a mulher sofre e vive ou sofreu e já viveu. Muitas vezes o machismo está junto com as mulheres, porque nascemos e vivemos dentro dele – diz.

Há até quem deixe de sair de casa por medo.

– As mulheres passam por muita coisa. Eu mesma tenho medo de sair de casa sozinha à noite. Raramente saio. Tenho medo que aconteça alguma coi- sa como estupro. Nem levo minha filha pequena para sair por medo disso – conta a estudante Greyca Justino, de 19 anos.

Na foto, mulheres gratifam nas grades do Cháritas no Dia Internacional da Mulher.