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Destino

Destino de André Granado para novamente na Justiça

TRE julgará em data não especificada recurso para desconstituição dos diplomas do prefeito  e do vice

29 março 2017 - 07h56
Destino de André Granado para novamente na Justiça

 Como se não bastassem os pro­blemas políticos internos que en­frenta com a bancada de oposição na Câmara Municipal, o prefeito de Armação dos Búzios, André Grana­do (PMDB), tem novamente sobre si a sombra da Justiça. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-TJ) julga­rá, em data ainda não divulgada, um recurso que pede a desconstituição dos diplomas de Granado e do vi­ce-prefeito, Henrique Gomes (PP) e a realização de novas eleições no município. A ação foi proposta em dezembro do ano passado pelo Ministério Público e já houve um parecer favorável da Procuradoria Regional Eleitoral (2ª instância do MP) pela cassação do mandato de Granado. O advogado de defesa da chapa, Sérgio Azevedo, descarta o afastamento imediato do prefeito.

– Não há decisão alguma de cas­sação do prefeito André nem do vice-prefeito Henrique Gomes. O que existe é uma ação proposta em dezembro do ano passado pelo Mi­nistério Público. O processo subiu para o TRE e houve um parecer da Procuradoria Eleitoral pela cassa­ção do André. Obviamente, o MP ia emitir um parecer favorável à ação que ele mesmo propôs. Mas nós te­mos plena confiança que essa ação vai ser julgada improcedente assim como foi na ação de impugnação do registro de candidatura do André – explica Azevedo.

No entanto, o chumbo contra o prefeito é grosso. Três processos de adversários da chapa Granado/Hen­rique foram incorporados à ação do Ministério Público Eleitoral: o da Coligação “Por Amor a Búzios sem Corrupção” (PRP/PTN/PTC/ PSOL); o do candidato a vereador Flávio Machado (PTB) e o do can­didato a prefeito Alexandre Martins (PRB). Entre as acusações está o uso da máquina pública na campanha eleitoral pela reeleição.

A batalha nos tribunais eleitorais não é novidade para o prefeito buzia­no. No ano passado, ele chegou a ter a candidatura impugnada, baseado na Lei da Ficha Limpa, por ter sido condenado por improbidade admi­nistrativa em processo referente à época em que foi secretário de Saú­de do ex-prefeito Toninho Branco (2005-2008). Antes mesmo da elei­ção, contudo, ele conseguiu reverter a impugnação no TRE-RJ. No fim do ano, a vitória definitiva no TSE com­putou oficialmente os 6.772 votos que recebeu nas urnas em outubro.