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PERDA DE FÔLEGO?

Depois de quase um ano, Região dos Lagos volta a perder empregos com carteira assinada 

No entanto, desde maio de 2020, foram criados mais de 7 mil postos formais de trabalho

04 junho 2021 - 14h59Por Rodrigo Branco

O mercado de trabalho na Região dos Lagos apresentou retração em abril depois de quase 12 meses consecutivos com criação de empregos de carteira assinada, ou seja, com mais contratações do que demissões. No quarto mês do ano, os sete municípios, somados, ficaram no vermelho em 77 postos de trabalho com carteira assinada, de acordo com dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), vinculado ao Ministério da Economia. 

Mas o desempenho registrado não foi homogêneo entre as cidades. Nesse quesito, Arraial do Cabo foi o destaque positivo ao gerar 77 empregos, a grande maioria deles no setor de serviços (+ 86 vagas). De outro lado, os segmentos de indústria e construção (-3) e de comércio (-6) andaram para trás. Por sua vez, São Pedro da Aldeia criou 60 postos de trabalho formal. No município aldeense, a performance foi impulsionada pelos setores de serviços (+34) e de indústria e construção (+21). Já o comércio gerou cinco postos de trabalho e a agropecuária ficou estagnada (zero).

Do outro lado da corda, Cabo Frio registrou a perda de 83 empregos no quarto mês de 2021. Foi a primeira vez que o município demitiu mais do que contratou em 2021. O maior baque foi no setor de serviços, um dos carros chefes por causa do turismo, onde 66 empregos ‘desapareceram’. Na indústria e construção, outras 26 vagas foram ceifadas. A resposta positiva veio do campo, uma vez que foram gerados 11 postos de trabalho no setor de agropecuária.

Mas se o mês de abril terminou no ‘vermelho’, o balanço a partir de maio de 2020 é bastante positivo, depois de um início de pandemia devastador para economia. Nos últimos 12 meses, a região gerou 7.222 postos de trabalho. No primeiro quadrimestre de 2021, a diferença entre admissões e dispensas foi positiva, com a criação de 3.036 empregos. 

Arraial do Cabo lidera o ranking de geração de empregos, mas não por causa do setor privado. O mercado de trabalho no município cabista este ano foi direcionado principalmente pelas contratações na Administração Pública. Ao longo do primeiro quadrimestre, 2.138 das 2.213 novas vagas abertas na cidade foram nesse grande segmento, a maior parte delas em janeiro.

O quadro na região e, por extensão, no restante do estado do Rio, é acompanhado de perto por empresários e economistas. A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) divulga mensalmente o estudo ‘Retratos Regionais’, que traça um painel do emprego no território fluminense. 

O estudo captou, por meio dos dados, que os municípios da região já recuperaram as vagas perdidas durante a eclosão da pandemia no país: entre junho de 2020 e março de 2021, a região abriu 8,6 mil novos postos de trabalho, frente aos 7,3 mil que haviam sido perdidos entre março e maio de 2020.

– Mesmo com desaceleração do ritmo de contratações a partir de fevereiro desse ano, em linha com o agravamento do quadro da pandemia no país, a região encerrou o primeiro quadrimestre com o mercado de trabalho no azul, impulsionada pelo segmento de Serviços. Com o avanço da vacinação e empresas mais adaptadas ao ‘novo normal’, o setor produtivo foi menos afetado nesse começo do ano do que durante a eclosão da primeira onda da Covid-19 – analisa a conjuntura o especialista de Estudos Econômicos da Firjan, Marcio Felipe Afonso.

 

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