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Depois de matéria da Folha, auxiliar de classe é readmitida na escola Alfredo Castro

Notícia é comemorada por família de adolescente com déficit de atenção

22 julho 2016 - 11h38Por Texto e foto: Rodrigo Branco
Depois de matéria da Folha, auxiliar de classe é readmitida na escola Alfredo Castro

Ao menos um entre os inúmeros dramas vividos por quem tem algum envolvimento com a Educação de Cabo Frio, hoje em dia, terminou com final feliz. Na verdade dois finais felizes, porque desde anteontem a auxiliar de classe Cláudia Cordeiro voltou a trabalhar na Escola Municipal Alfredo Castro, no Jardim Caiçara, após ser exonerada junto com vários de seus colegas no começo do mês.

Com isso, o sorriso voltou ao rosto da dona de casa Marileide Ferreira da Silva, de 46 anos, e do seu filho, João Pedro, de 15, que tem problemas de déficit de atenção e ficava sob a responsabilidade de Cláudia até a demissão da auxiliar. A história foi contada em matéria da Folha publicada na edição do último dia 8. Com a saída da profissional, que recebe R$ 800, as rotinas do jovem e de sua mãe ficaram bastante abaladas, pois o garoto, com problemas nervosos, necessita de supervisão em tempo integral. Mas com a reintegração, os problemas ficaram no passado.

– Ela (Cláudia) que me ligou para dizer que tinha sido chamada de volta. O João Pedro estava muito desanimado e chegou a faltar alguns dias de aula. Ele ficou tão feliz que abriu um sorrisão quando soube da notícia. Ele agora está se sentindo muito mais seguro e com muito mais vontade de ir à escola. Hoje (ontem), ele foi à aula numa alegria só – disse, radiante.

Mas até o retorno da auxiliar, o caminho não foi nada fácil. Após a matéria da Folha, Marileide peregrinou por programas de rádio, além de ir pelo menos três vezes à Secretaria de Educação. Com a dificuldade, ele chegou a recorrer ao Ministério Público e à Defensoria Pública, mas a ação judicial não foi adiante.

– Na terceira vez que eu fui à secretaria, cheguei a chorar de raiva. Levei todos os laudos dele. Mas depois mudaram a pessoa que estava cuidando disso – confirma Marileide, que está desempregada.

Apesar do desfecho favorável para Cláudia, Marileide e João Pedro, dezenas de auxiliares continuam sem trabalhar, segundo o Sindicato dos Profissionais de Educação (Sepe). Também foram dispensados auxiliares de serviço gerais, merendeiras, inspetores e pessoal de apoio.