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Região dos Lagos

Demissões na região crescem em um ano

Nos sete primeiros meses de 2019, número de dispensas aumentou 6% em relação a 2018

26 agosto 2019 - 20h03Por Rodrigo Branco
Demissões na região crescem em um ano

O cenário do emprego na Região dos Lagos dá sinais de lenta recuperação, mas a situação ainda está longe de estar aquecido. De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério da Economia, o número de demissões no acumulado dos sete primeiros meses deste ano em relação a 2018 subiu 6%.


Entre janeiro e julho do ano passado, 19.128 pessoas foram dispensadas dos respectivos empregos nos sete municípios da região, enquanto no mesmo período deste ano esse número foi elevado para 20.278. Ou seja, 1.150 pessoas a mais deram baixa na carteira de trabalho e passaram a distribuir currículos em outras empresas.


Po outro lado, as firmas da região tembém contrataram mais de um ano para o outro. Em 2018, do começo do ano até julho, foram admitidas 17.244 pessoas. Numa mostra de  como o mercado está ligeiramente mais movimentado, nos sete primeiros meses de 2019 foram contratadas pelas empresas da região 19.577 trabalhadores. Foram 2.333 admissões a mais, o que significa um acréscimo de 13%.


Esse desempenho em especial fez com que o déficit no número de empregos com carteira assinda diminuísse. Entre janeiro e julho do ano passado, foram fechados 1.884 postos formais de trabalho, ao passo que no mesmo período deste ano, foram ceifadas 701 vagas de empregos. Entende-se por déficit o número de demissões ser maior que o de admissões em um determinado período.


A retração no mercado de trabalho prejudicam pessoas como Marcos Teixeira, morador do distrito de Figueira, que chamou a atenção nas redes sociais  neste fim de semana.


Sem trabalho formal há três anos, desde que foi dispensado de um estaleiro no Rio, Marcos não consegue recolocação e, nos últimos dias, passou a segurar um cartaz nos locais mais movimentados da região para pedir uma oportunidade.


O motorista e operador de empilhadeira tem pressa. A filha de 14 anos sofre de um problema congênito que já a fez perder a audição. A menina faz tratamento no Hospital do Fundão, na capital, onde está morando com a mãe e a avó, sogra de Marcos.Os remédios custam R$ 400 mensais, que ele não têm condições de bancar.


– Minha filha precisa de mim para viver. Só quero trabalhar para que ela tenha uma vida normal – diz ele, que já teve uma proposta para ser taxista auxiliar.

 

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