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Miguel Jeovani quer o foco em projetos sociais

"Fui ingênuo e não fiz com que a população fosse às ruas clamar pela minha volta"

04 julho 2014 - 14h05Por Rodrigo Branco
Miguel Jeovani quer o foco em projetos sociais

Com alívio, mas ainda magoado com a Justiça. Assim Miguel Jeovani (PR) recebeu a notícia de que seria reconduzido à cadeira de prefeito de Araruama após liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, anteontem.

Em depoimento exclusivo à Folha dos Lagos, Jeovani classificou como ‘precipitada’ a decisão de afastá-lo, no último dia 28 de janeiro, por considerar que não havia provas’ de sua participação em um esquema de fraudes na licitação de merenda escolar do município. Ele comentou que o episódio também afetou seus negócios particulares, dado que seus bens ficaram bloqueados.

– (Retornar à prefeitura) foi um momento de muita alegria, uma vez que fiquei afastado após ser eleito pelo voto direto. Não nasci em uma família política, ou seja, fui responsável por toda a construção da minha vida política junto com as pessoas que votaram em mim. Os moradores de Araruama votaram na minha dignidade e no meu caráter. Respeito a decisão do judiciário, mas fico bastante magoado por uma decisão precipitada como essa. Abalou a parte emocional e até a empresarial porque tive os bens bloqueados – alegou.

Mesmo grato ao seu vice, Anderson Moura (PT do B), que assumiu a prefeitura no período que foi impedido de exercer o cargo, o prefeito reempossado manifestou preocupação com a área social do seu governo, segundo ele, sua prioridade.

– Tenho a convicção de que, após cinco meses perdidos, tive muitos projetos sociais atrasados. Agora, vamos retomar as atividades e, é claro, focar no principal objetivo do meu governo: ajudar pessoas menos favorecidas. Iremos continuar esse trabalho através de necessidades básicas como Educação, Saúde e Saneamento. Queremos reformar várias casas de caridade e transformar o Hospital da mulher – planeja.

Ainda que vitorioso nos tribunais, o prefeito manifestou arrependimento quanto à sua conduta durante o processo. Ele deu a entender que agiria de forma diferente, se necessário.

– Infelizmente, fui ingênuo e não fiz com que a população fosse às ruas clamar pela minha volta. Afinal, é o direito básico de uma democracia e me tiraram de um cargo sem provas. Esse episódio foi horrível para mim e para Araruama também – concluiu.

Entenda o caso – Miguel Jeovani foi afastado do cargo no último dia 28 de janeiro por suspeita de fraude no processo de compra de merenda escolar pela Secretaria Municipal de Educação. O juiz da 2ª Vara Cível de Araruama decidiu pelo afastamento após receber denúncia do Ministério Público. Outras 20 pessoas são investigadas no caso, sete das quais também afastadas, entre elas, a secretária de Educação Berta Antunes, o procurador-geral Paulo Maurício Mazzei e funcionários do setor de licitações.

A defesa de Miguel Jeovani chegou a cassar a liminar no dia seguinte, contudo, no dia 31, a presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), desembargadora Leila Mariano, determinou novo afastamento do prefeito. Em 9 de abril, um agravo chegou a ser apreciado na Justiça, porém, a nova derrota, por dois votos a um, não desanimou a defesa, que recorreu ao STF, em Brasília, onde obteve a vitória da última quarta-feira.

Vale lembrar, no entanto, que a decisão não extingue o processo e, segundo o advogado do prefeito, Carlos Magno de Carvalho, o objetivo agora é a anulação completa da ação do MP.