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Da Sapucaí à Morada: Lições do Carnaval

Presidente da Portela esteve em Cabo Frio e falou sobre cultura local

24 março 2017 - 20h48Por Texto e foto: Rodrigo Branco
Da Sapucaí à Morada: Lições do Carnaval

Luis Carlos (centro) sugeriu que escolas de toda a região se unam em desfile único

Uma verdadeira aula-magna sobre o que é considerada a maior festa popular do mundo, mas também uma oportunidade para apontar caminhos para a retomada do desfile das escolas de samba de Cabo Frio, que não acontece há dois anos. Durante um concorrido debate realizado na noite de anteontem no Charitas, o presidente da campeã do Grupo Especial carioca Portela, Luis Carlos Magalhães, e a pesquisadora e escritora Helena Theodoro, desfilaram todo o conhecimento sobre a história e a indústria carnavalescas para contribuir com o reerguimento da folia cabofriense.

De acordo com os especialistas, apesar do movimento do samba nas duas cidades guardar semelhanças históricas entre si por causa do transporte do sal de Cabo Frio para a zona portuária do Rio, as agremiações da Região dos Lagos devem deixar de tentar copiar o modelo de grandes e luxuosas alegorias das ‘primas ricas’ da capital para reduzir os custos e, principalmente, apostar no ‘chão’ das comunidades, isto é, no canto, na dança e na identidade com a cultura local.

– Nós não precisamos ter fantasias caríssimas, nem carros alegóricos maravilhosos. Nós precisamos ter Carnaval de verdade – aconselhou Helena Theodoro.

Por sua vez, o presidente da Águia de Madureira disse que os municípios da região poderiam fazer uma espécie de ‘consórcio regional’ para a realização da festa. Luis Carlos Magalhães criticou as cidades que tem formado uma única escola para competir no Rio, casos de Maricá e Petrópolis, e afirmou que o movimento a ser adotado por Cabo Frio deve ser o oposto, de união com os vizinhos.

– Considerando a força que o município tem na região, tem que regionalizar esse Carnaval. Aqui tem o maior complexo carnavalesco da região (Morada do Samba), mesmo deteriorado. Será que não é possível fazer um Carnaval congregando as escolas de samba de Araruama, de Arraial do Cabo? Aqui seria o núcleo do Carnaval regional, não é acabar com o Carnaval de Araruama e Arraial do Cabo – opina Magalhães que elogiou o conceito da Morada, de ter os barracões próximos à pista de desfile, diferentemente do que acontece no Rio.

O secretário municipal de Cultura, Ricardo Chopinho, comentou que as dicas dos especialistas serão de grande utilidade para o planejamento do próximo ano, mas lamentou que apesar de ter convidado todas as escolas cabofrienses, apenas duas (Acadêmicos do Jardim Esperança e Flor da Passagem) tenham mandado representantes.

– A gente fica preocupado, mas não é isso que vai fazer a gente esmorecer. Vamos convidar em breve todas as escolas para rediscutir o Carnaval de Cabo Frio – finalizou.