Assine Já
terça, 22 de setembro de 2020
Região dos Lagos
19ºmax
16ºmin
Mercado Tropical
Mercado Tropical Mobile
TEMPO REAL Confirmados: 7847 Óbitos: 412
Confirmados Óbitos
Araruama 1514 100
Armação dos Búzios 473 10
Arraial do Cabo 231 13
Cabo Frio 2555 140
Iguaba Grande 640 34
São Pedro da Aldeia 1284 51
Saquarema 1150 64
Últimas notícias sobre a COVID-19
jornal

Crônicas da Mudança – Parte 2

Fernanda Carriço e Gabriel Tinoco escrevem sobre a transição da Folha

29 julho 2016 - 22h21
Crônicas da Mudança – Parte 2

A Folha está de malas prontas. A partir desta segunda-feira (1º), vai passar a funcionar no centro da cidade, deixando para trás a sede do Parque Central, onde ficou por três anos. Quatro colaboradores do jornal escreveram pequenas crônicas sobre essa transição. Confira, hoje, a primeira parte, com textos da chefe de reportagem Fernanda Carriço e do repórter Gabriel Tinoco:

Sempre Mudando Por Fernanda Carriço

Havia crescido com o sonho de ser jornalista e na primeira vez em que pisei em uma redação, naquela visita à Folha – na época, na Teixeira e Souza, em cima do açougue do Marcelo – certamente estava eufórica e ansiosa. O ano era 1992, eu era aluna do Rui Barbosa e havia sido selecionada para um estágio de um dia no jornal. Era a glória. Entrei numa redação meio escura, que cheirava a cigarro e tinta. Aprendi tudo o que podia naquele valioso tour e mal sabia que, pouco mais de um ano depois, seria contratada como repórter naquela sede. Como o mundo nos reserva surpresas deliciosas e histórias boas para contar! Ali aprendi o arroz com feijão da profissão que nortearia toda a minha vida. Não lembro quanto tempo ficamos lá, mas fui muito feliz naqueles dias que me desafiavam até a alma.

Da Teixeira e Souza fomos para a Raul Veiga. Era como se saíssemos da escuridão e víssemos a luz. Uma sala ampla, clara, profissional. Eram novos tempos que chegavam à Folha naquele ano de 94 e eu era grata por fazer parte deles. À essa altura, tinha muitos planos profissionais, mas não sabia o que me esperava. Televisão, rádio, assessoria... despedi-me da Folha para alçar outros voos.

Saí da região, fiz mil coisas e eis que o destino me trouxe de volta. Depois de mais de vinte anos, voltei à antiga casa – já no Parque Central, onde fiquei um ano e meio. Hoje, de frente para o cenário de caos que a mudança proporciona, preparamos o último jornal aqui. Sentirei saudades, principalmente da enorme cozinha onde preparei almoços para os queridos colegas. Gosto muito de mudanças e desafios e estou pronta para irmos para o Centro. Novos tempos virão. E certamente, eu e minha equipe estamos prontos para isso. 

Escola de Jornalismo Por Gabriel Tinoco

Na primeira vez em que adentrei a redação da Folha, um universo se abriu para mim. Lembro das letras estampadas na parede e de cada repórter conectado ao seu computador. A primeira impressão, é bem verdade, foi enganosa, porque a Folha em nada se parece com aquele ambiente corporativo – é sim uma casa, que acolhe  com a ternura e a seriedade necessária os profissionais. A Folha tem muito disso, é casa e ao mesmo tempo escola de jornalismo. 

Vem à mente a sede agora antiga, com aquele ar de casa, onde a notícia é preparada com o sentimento familiar que só a Folha conhece. Torno a pensar no jardim que recebia os entrevistados e no longo espaço para as festas internas do jornal. Os quadros na parede e as portas e janelas de madeira conferiam um ambiente espaçoso para a equipe se acomodar.

Foram nessas redações em que me desenvolvi como repórter e também como ser humano. Hoje, temos uma nova meta a cumprir, um novo desafio, até porque as mudanças físicas sempre nos trazem aquele ar de renovação. E sempre para melhor. Portanto, continuamos com a mesma missão que a Folha cumpre ao longo de sua história: a de informar com credibilidade e responsabilidade.

No momento, meus olhos não sabem para onde vão: se voltam ao passado, lar do meu desenvolvimento profissional; se correm para o futuro, com a alegria de integrar essa maravilhosa equipe; ou se ficam estagnado no presente, no exato instante em que digito este texto para vocês. 

Fato é que a Folha existe independente de lar. Nessa longa caminhada, no centro da cidade ou no Parque Central, queremos estar de braços dados com vocês, leitores.