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CPI na Alerj vai convocar nova diretora do Hospital da Mulher de Cabo Frio

Deputada anunciou convocação após ouvir técnicos do TCE sobre as contas da saúde em Cabo Frio 

01 maio 2019 - 10h58
CPI na Alerj vai convocar nova diretora do Hospital da Mulher de Cabo Frio

A nova diretora do Hospital da Mulher de Cabo Frio, médica Tânia Lydia Matosinhos Lowen Pires, será convocada para prestar depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembléia Legislativa que apura as mortes de bebês ocorridas desde o início do ano no Hospital da Mulher de Cabo Frio. A informação foi confirmada ontem pela presidente da CPI, deputada Renata Souza (PSOL), logo após ela tomar o depoimento de dois representantes do Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre as contas da Secretaria de Saúde de Cabo Frio.

– Nosso próximo passo na investigação será realizar a oitiva da nova diretora do Hospital da Mulher. A senhora Tânia já fazia parte da comissão de óbitos do hospital. Uma vez que a Secretaria de Saúde exonerou os ex-administradores, a CPI na Alerj vai convocar nova diretora do Hospital Prefeito disse que 121 veículos da frota constam como desaparecidos, mas prefeitura não explica investigação CPI ouviu representantes do TCE sobre contas da Saúde gente tem na senhora Tânia uma pessoa que é muito importante para revelar quais medidas estão sendo tomadas, atualmente, para impedir que mais bebês morram, e, além disso, saber quais foram as questões encontradas naqueles óbitos de bebes. Sem dúvida ela terá conosco uma participação muito esclarecedora neste sentido – disse a deputada.

A ginecologista e obstetra Tânia Matosinhos assumiu a direção geral do Hospital da Mulher no dia 10 de abril. Junto com ela assumiram Cristina do Vale Faria, também ginecologista e obstetra, na diretoria técnica, e a enfermeira Simone Sant’Anna na diretoria administrativa.

O ex-diretor geral, médico Paul Dreyer, e a ex-diretora administrativa, Livia Natividade, foram afastados de suas funções em 2 de abril, no mesmo dia em que prestaram depoimento na Alerj para a CPI do Hospital da Mulher.

Ontem a CPI do Hospital da Mulher na Alerj colheu os depoimentos de dois representantes do TCE: André Cirne de Paula e Renata Odete Azevedo de Souza. Para a deputada que preside a comissão, os depoimentos revelaram “uma situação bem alarmante em relação à gestão da saúde em Cabo Frio”.

– A CPI precisa saber como estão as contas da saúde de Cabo Frio, por isso os técnicos do TCE foram chamados. Sem dúvidas esses técnicos apresentaram um relatório de quão complexa é a situação da saúde no município. Mostraram como os gastos e as gestões têm deixado a desejar. Foi apresentada uma situação bem alarmante em relação à gestão da saúde em Cabo Frio. As contas do município apresentam reprovações e ressalvas há alguns anos, ou seja, são indícios de que a má gestão na saúde tem sido um problema recorrente. Agora vamos investigar como isso pode estar interferindo no serviço prestado pelo Hospital da Mulher e nas mortes que ocorreram nesta unidade. Já são 17 óbitos desde o início do ano – declarou Renata Souza.

Além da investigação na Alerj, uma outra está em andamento na Câmara Municipal de Cabo Frio, que também abriu uma CPI para investigar as mortes ocorridas desde o início do ano. No mesmo dia em que assumiu a direção da unidade de saúde, Tânia Matosinhos, que já fazia parte da equipe do hospital como membro da comissão interna que faz a revisão de prontuários e óbitos, concedeu entrevista à Folha e defendeu o trabalho realizado na unidade até então.

– O hospital está funcionando direitinho, tem medicamentos, tudo... Tanto é que, quando teve a visita da CPI do Rio, eles falaram que o hospital estava maquiado, mas não é. É que, quando você chega, vê que a realidade é outra, muito mais amena do que está pensando – disse a médica.

No último dia 17, secretário de Saúde de Cabo Frio, Márcio Mureb, prestou depoimento na CPI da Alerj. Na ocasião ele disse que é preciso oferecer aumento salarial aos médicos para haver uma melhora no serviço de saúde. Também voltou a dizer que a ausência de pré-natal das pacientes está entre os problemas que causaram as mortes. Mas, ao ser colocado na parede com a cobrança de informações não prestadas desde o início da CPI, recuou: pediu desculpas, afirmou ter humildade suficiente para rever seus próprios erros e prometeu prestar todas as informações solicitadas.