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CPI do Hospital da Mulher é prorrogada

Troca de relator e demora do governo para entregar documentos são os motivos alegados

10 maio 2019 - 09h00
CPI do Hospital da Mulher é prorrogada

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal que investiga a morte de nascituros no Hospital da Mulher, vereador Ricardo Martins (SD) pediu ontem a prorrogação do prazo para investigação pelos próximos 30 dias. Instalada no começo de fevereiro, a CPI está com o período inicial prestes a vencer. 

De acordo com Ricardo Martins, houve atrasos nos trabalhos por causa da troca de relatoria, uma vez que o parlamentar que ocupava originalmente a função, Vinicius Corrêa (PP) tornou-se líder do governo, o que inviabilizou a sua permanência. Ele foi substituído pelo colega Vaguinho Simão (PPS) no começo do mês passado.

Martins afirma que novas oitivas serão realizadas nesse período, inclusive a do secretário de Saúde, Marcio Mureb, já ouvido na CPI instituída na Assembleia Legislativa (Alerj). O calendário de depoimentos, segundo ele, será divulgado nos próximos dias.

– Nós pedimos mais 30 dias para a conclusão justamente pela troca da relatoria. Houve uns atrasos e faremos umas oitivas com alguns funcionários do hospital, e o secretário de Saúde. Dentro de 30 dias estaremos concluindo, por isso que pedimos esse prazo – disse.

Por sua vez, Vaguinho disse que os trabalhos da CPI estão em ritmo acelerado, mas acusou o governo e o prefeito Adriano Moreno (Rede) de dificultarem o acesso aos documentos pedidos por ele. O relator garante que só teve acesso à papelada na segunda-feira. Ele diz que o prefeito cometeu infração político-administrativa.

– Como foi decidido na reunião da comissão que seria importante a oitiva de alguns agentes públicos para esclarecermos mais alguns pontos, achamos importante a troca de provas com a CPI do estado, por isso, a necessidade da prorrogação por mais alguns dias. Adianto que com as documentações já analisadas, há fortes indícios de várias irregularidades, por fim espero concluir o relatório o mais rápido possível, priorizando sempre a veracidade dos fatos – disse Vaguinho.

Por meio da assessoria de Comunicação da prefeitura, o secretário de Saúde Márcio Mureb, negou que a entrega da documentação tenha sido dificultada. Segundo o secretário, o que foi pedido está com a CPI ‘há muito tempo’.

No último dia 18, a diretora do Hospital da Mulher de Cabo Frio, Tânia Lydia Matosinhos, entregou o registro de entrada e saída e o livro de óbito do hospital para o presidente da CPI. Anteriormente, os antigos diretores, Paul Dreyer e Lívia Natividade, já haviam disponibilizado outros papéis solicitados.

Tânia Lydia, que já prestou depoimento para a CPI da Câmara, será convocada para falara também na Alerj, mas ainda não há data marcada para isso acontecer. A sessão desta semana, que seria realizada na terça, não aconteceu e novidades só devem ocorrer na próxima semana.