Assine Já
quinta, 13 de maio de 2021
Região dos Lagos
22ºmax
18ºmin
Tropical
Tropical mobile
TEMPO REAL Confirmados: 37918 Óbitos: 1447
Confirmados Óbitos
Araruama 9612 300
Armação dos Búzios 4692 57
Arraial do Cabo 1317 69
Cabo Frio 10088 529
Iguaba Grande 3759 93
São Pedro da Aldeia 5248 224
Saquarema 3202 175
Últimas notícias sobre a COVID-19
Geral

CPI da Alerj confirma audiência pública para próxima segunda

Pedido de prorrogação dos trabalhos por 90 dias foi protocolado na Mesa Diretora 

12 junho 2019 - 09h18
CPI da Alerj confirma audiência pública para próxima segunda

A presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa (Alerj) que apura a morte de bebês no Hospital da Mulher, deputada Renata Souza (PSOL) confirmou ontem que será realizada uma audiência pública na próxima segunda-feira, dia 17, às 18 horas, no plenário da Câmara Municipal de Cabo Frio. A presidente anunciou ainda que foi protocolado na secretaria da Mesa Diretora o pedido de prorrogação dos trabalhos da comissão por 90 dias. O pedido terá que ser votado no plenário.

Na opinião de Renata Souza, a realização da audiência na cidade onde fica o hospital é uma forma de conhecer o ponto de vista das pessoas que precisam usar o equipamento da rede pública de Saúde.

 – A gente quer abrir para a população do município esse debate. É importante sair da Casa e fazer esse trabalho ‘in loco’, ouvir quem utiliza desse equipamento público e quais dificuldades eles enfrentam na ponta – observa.

Na sessão de ontem, a oitava realizada de comissão, foi ouvido novamente o médico Paul Herbert Dreyer Neto, que foi diretor do hospital até o começo de abril, quando pediu exoneração, juntamente com a mulher, a ex-diretora administrativa Lívia Natividade. Ouvido na condição de obstetra, Paul foi questionado por qual razão cumpria plantões no lugar da equipe escalada no fim do ano passado e argumentou que os médicos que trabalhavam as terças-feiras haviam pedido demissão, desfalcando o plantão daqueles dias.

Paul não soube dizer quais os motivos para as saídas, tampouco classificou a situação como demissão coletiva. O ex-diretor apenas especulou que as saídas foram por motivos pessoais. 

– Em dezembro de 2018, a equipe de terça-feira teve que se retirar e, para não deixar o hospital sem atendimento, assumi o plantão para continuar o serviço. Três médicos pediram. [Se foi] Demissão coletiva, não sei se qualifico assim, porém pela coincidência se ser período de Natal e Ano Novo, talvez tenham pedido para sair nesse momento – disse.

Assim como havia feito no primeiro depoimento, Paul Herbert negou que tenha havido violência obstétrica no hospital. O profissional disse que os médicos são instruídos a seguir o protocolo, que prevê a realização de exames para verificar as condições para a realização de um parto normal, considerado mais seguro para as gestantes.  

– Só optamos por uma cesárea quando não temos mais escolha, como determina o protocolo. O documento era impresso e tinha a assinatura de todos os médicos, ou seja, todos tinham ciência das normas. Isso era importante para que todos os plantonistas falassem a mesma linguagem, os medicamentos fossem normatizados e a condução médica fosse a mesma. Isso nos protegia inclusive judicialmente – explicou o ex-diretor.

Para a deputada, o depoimento ajuda a esclarecer como eram realizados os atendimentos e como eram tomadas as decisões médicas no hospital.