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Costureiras criam máscaras transparentes para pessoas com deficiência auditiva fazerem leitura labial

Mãe e filha moram ao lado de escola para alunos com necessidades especiais, em Cabo Frio, e conversaram com fonoaudióloga

05 maio 2020 - 11h25Por Redação

A novidade de ter que conviver com o isolamento para evitar uma doença viral traz mudanças de comportamento e novos desafios. Com necessidade de evitar sair de casa, reforçar a higiene e usar máscaras, diversas adaptações vêm sendo exigidas no dia a dia, muitas vezes movidas pela curiosidade, pela criatividade e pela boa vontade.

Um exemplo que fez sucesso nas redes sociais nos últimos dias é de duas costureiras de Cabo Frio, mãe e filha, que moram ao lado da Escola Municipal Arlete Rosa Castanho, no bairro Vila Nova, voltada para alunos com deficiência auditiva.

Silvia Parreiras, de 52 anos, e a mãe, Marlene Gomes, de 72, se perguntaram como as pessoas com deficiência auditiva iriam conseguir se comunicar por leitura labial quando estiverem usando máscaras.

–  Eu e minha mãe conversamos sobre isso. Depois falei com uma cliente nossa, a fonoaudióloga Dra Ana Beatriz Soares Braga, que nos pediu essa máscara adaptada –  explica Silvia.

O modelo é transparente na região da boca, permitindo a visualização dos movimentos labiais.

Silvia e Marlene trabalham no ateliê em casa, na Rua Mário Quintanilha, 279. Quando o movimento aumenta, contam com a ajuda de Ana Clara, filha de Silvia e neta de Marlene. 

Com o período de quarentena, passaram a produzir máscaras e tiaras quem fazem combinações, em diversos modelos, e que custam a partir de R$ 5, além de bolsinhas para separar máscaras limpas e usadas.

Elas também continuam trabalhando com costura sob medida e reparos em geral.

–  Com a pandemia, não estamos conseguindo atender os clientes em casa, então falamos pelo Whatsapp e as pessoas buscam a encomenda aqui na porta –  diz ainda Silvia, que atende pelo telefone (22) 99794-5750.

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