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INSS

Correios de Cabo Frio aderem à paralisação; INSS completa 72 dias

Em tempos de greve, é o povo que paga o pato

17 setembro 2015 - 09h28

RODRIGO BRANCO

 

Unidades da Empresa Bra­sileira de Correios e Telégrafos (ECT) de Cabo Frio amanhece­ram fechadas ontem. Os funcio­nários aderiram à greve nacional da categoria, decidida na noite de terça-feira pela Federação In­terestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect). A mobi­lização é por tempo indetermi­nado e, segundo as lideranças locais do movimento, a adesão dos servidores é praticamente total, com exceção dos 10% do contingente que, por lei, devem continuar trabalhando.

A movimentação dos cartei­ros e funcionários de outros se­tores começou cedo, nas primei­ras horas da manhã, em frente à Central de Distribuição, em São Cristóvão. De lá, os trabalha­dores partiram para a principal agência da cidade, no Largo de Santo Antônio, no Centro, onde fizeram um ato público e distri­buíram panfletos. Normalmente muito movimentado, o posto fez falta à população. Enquanto a Folha esteve no local, pelo me­nos cinco pessoas que procura­vam pelos serviços deram com a cara na porta.

   

A categoria exige reajuste sa­larial de 9,56%, equivalente à inflação dos últimos 12 meses medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo. A empresa oferece 6%. Entre as outras rei­vindicações está a contratação urgente de funcionários; padro­nização dos postos de trabalho e, principalmente, a manutenção do plano de saúde sem descon­to salarial. A questão do atendi­mento médico está na proposta formulada pelo Tribunal Supe­rior do Trabalho, que faz a in­temediação das negociações. O TST acena também com a incor­poração ao salário de uma gra­tificação R$ 150 e o pagamen­to de um abono de R$ 200, em duas parcelas. Uma assembleia está marcada para a próxima se­gunda-feira, às 10 horas, no Rio.

A agência mais vazia que o normal sugere que o atendi­mento será rápido, mas não é bem isso o que acontece. Com efetivo reduzido tanto na parte de atendimento, como na perí­cia médica, a agência do INSS de Cabo Frio, que hoje comple­ta o 72º dia de paralisação, está longe de proporcionar um bom serviço aos segurados da Previ­dência e à população em geral.

 

*Leia a matéria completa na edição impressa desta quinta-feira (17)