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Cremerj

Conselho de Medicina nega que tenha retirado interdição do Hospital da Mulher

Cremerj divulgou nota desmentindo informação do prefeito de que não havia mais interdição

16 maio 2019 - 15h16
Conselho de Medicina nega que tenha retirado interdição do Hospital da Mulher

TOMÁS BAGGIO

O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) negou que tenha retirado a interdição ao Hospital da Mulher. Em nota oficial publicada na noite desta quinta-feira (16), a entidade declarou que o hospital deve permanecer fechado até que todas as não conformidades sejam resolvidas.

O Conselho afirma que ainda não recebeu nenhuma carta de intenções, conforme anunciado pelo prefeito Adriano Moreno (Rede) durante a tarde, e que, quando receber, ela será analisada pelo plenário do Cremerj, "que é soberano em decisões como esta".

O desmentido do Cremerj é mais um capítulo no vai e vem que se tornou a decisão de interditar o hospital para o trabalho dos profissionais de medicina. Durante a tarde, após a chegada dos conselheiros do Cremerj e do anúncio da interdição, houve tumulto no local e o prefeito Adriano chegou para tetar reverter a medida.

Segundo o conselheiro Carlos Romualdo, no mês passado, durante uma vistoria, o Cremerj fez uma lista de 19 itens que estariam em desacordo com as normas de atendimento. Agora, quando voltaram ao local, constararam que sete deles haviam sido solucionados, mas os outros 12 itens destacados continuavam pendentes. 

- São problemas que colocam em risco a saúde das pacientes. Entendemos que o hospital não tem condições de realizar atendimentos do jeito que está - disse Carlos após realizar a interdição.

Na sequência chegaram ao local os vereadores Vaguinho (PPS), Letícia Jotta (PSC), Ricardo Martins (SD) e Edilan Ferreira (PRP) e Rodolfo de Rui (SD). Eles fizeram perguntas aos conselheiros. Pacientes que estavam no local questionavam para onde as pacientes seriam encaminhadas. Com a chegada de outras pessoas, houve princípio de tumulto.

- As pacientes que estão internadas podem permanecer. Mas, para quem está chegando a partir de agora, a Secretaria de Saúde terá que dar outro direcionamento - afirmou Carlos Romualdo.

"Assumo a responsabilidade", disse Adriano

Mais um tumulto se formou quando o prefeito Adriano Moreno chegou ao local. Antes mesmo de conversar com os conselheiros ele disse que não iria cumprir a medida e que a Prefeitura estava procurando a Justiça pedir uma decisão liminar a fim de manter o hospital aberto.

- Não vai fechar. Eu sou médico e assumo a responsabilidade - afirmou o prefeito.

Após a reunião entre o prefeito e os conselheiros, Adriano voltou mais calmo e anunciou que tinha chegado a um acordo.

- Conversei agora com o presidente do Cremerj e não vai ter interdição. Fizemos uma carta de compromisso para resolver todos os pontos listados pelo Cremerj. O hospital continua funcionando - declarou o prefeito de Cabo Frio, horas antes de o conselho negar o acordo.

Inquéritos investigam mortes

Desde abril o Hospital da Mulher de Cabo Frio vem sendo investigado em duas comissões parlamentares de inquérito (CPI's). Uma na Câmara Municipal e outra na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Ambas investigam as 17 mortes ocorridas de bebês e nascituros ocorridas na unidade hospitalar nos três primeiros meses deste ano. A CPI na Alerj é presidida pela deputada estadual Renata Souza (PSOL). Já a CPI na Câmara tem como presidente o vereador Ricardo Martins (SD).

O ex-diretor geral, médico Paul Dreyer, e a ex-diretora administrativa, Livia Natividade, foram afastados de suas funções em 2 de abril, no mesmo dia em que prestaram depoimento na CPI da Alerj.

A ginecologista e obstetra Tânia Matosinhos assumiu a direção geral do Hospital da Mulher no dia 10 de abril. Junto com ela assumiram Cristina do Vale Faria, também ginecologista e obstetra, na diretoria técnica, e a enfermeira Simone Sant’Anna na diretoria administrativa.