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Conclusão sobre mortes de bebês no Hospital da Mulher sai em junho

Durante oitiva na CPI da Alerj, diretora da unidade afirma que demandas do TAC estão sendo cumpridas

01 junho 2019 - 10h37
Conclusão sobre mortes de bebês no Hospital da Mulher sai em junho

Foi realizada ontem mais uma etapa de oitivas feitas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Hospital da Mulher da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Após já terem ouvido os antigos diretores da unidade, Paulo Dreyer e Lívia Natividade, e o secretário de Saúde, Márcio Mureb, foi a vez de a atual diretora-geral do hospital, Tanya Lydia Matosinhos, prestar esclarecimentos à presidente da comissão, Deputada Renata Souza (PSOL).

Essa foi a primeira oitiva após a desinterdição ética do hospital, feita pelo Conselho Regional de Medicina (CREMERJ), realizada após o firmamento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a Prefeitura de Cabo Frio e o Ministério Público, a fim de cumprir as demandas do CREMERJ. Este foi um dos pontos debatidos no encontro pela deputada Renata Souza, e segundo a diretora do Hospital da Mulher, Tanya Lydia, a maioria das demandas do documento já foi acatada, com as demais em andamento.

–A maior parte dos pedidos já foi acatada, como a regularização da direção técnica junto ao CREMERJ, a criação das comissões de óbito, prontuário e de ética do hospital, que na verdade já atuavam, mas de forma irregular, além da separação entre os leitos e o descredenciamento da UI neonatal para que a maternidade volte a funcionar. Nós estamos fazendo também a climatização do hospital. A parte mais difícil, por incrível que pareça, é a contratação de médicos neonatologistas, porque é uma especialidade e somos uma cidade do interior. O MP nos deu 90 dias para a adequação e nós estamos correndo atrás – disse.

Ainda segundo a diretora da unidade, em 2019 o Hospital da Mulher realizou 600 partos ao todo, com um total de 20 óbitos, sendo três em maio por conta de causas inevitáveis: duas mortes por descolamento de placenta e uma devido a uma prematuridade extrema do bebê. Ainda de acordo com Tanya, as mortes aconteceram devido a razões como doenças nas gestações, infecções urinárias de repetição, gravidez prolongada e prematuridade extrema.

Durante a oitiva, a deputada Renata Souza contestou Tanya, que antes de ser diretora-geral era presidente da comissão de óbitos, acerca do número alarmante de mortes, já citado pelo próprio presidente do CREMERJ, Sylvio Provenzano, como “vergonhoso e vexatório”. Durante uma parte de seu discurso, Renata questionou sobre a existência de um relatório que apontasse as causas das mortes. A diretora explicou que ainda não há um documento com tais informações, mas que este está sendo elaborado e deverá ser entregue pela comissão de óbitos da unidade até o final de junho.

– Esse relatório não foi feito porque logo assim que começaram a acontecer esses óbitos, o secretario de Saúde instituiu uma comissão para investigar essas mortes e estão fazendo esse relatório agora. Existe um prazo, eles já estão no final e será entregue até o final de junho, e tão logo fique pronto estarei encaminhado para a CPI – declarou.

Ainda sobre o assunto, Renata falou que seria muito importante ter tais informações compiladas em um documento, principalmente para dar uma resposta para a população.

– A gente gostaria de ter, a partir da doutora Tanya, que hoje é diretora do Hospital da Mulher, um relatório mais conclusivo, pois ela foi presidente da comissão de óbitos. Existem informações que são super relevantes para que nós possamos chegar ao conhecimento público do que houve para que acontecessem esses óbitos de nascituros e bebês recém nascidos – afirmou.

Ainda segundo Renata, os próximos procedimento da comissão serão os de requerer a apresentação de novos documentos e a presença do doutor Paul Dreyer, que foi diretor da unidade e atendeu algumas das pacientes presentes em prontuários avaliados pela CPI.

– Precisamos ter uma maior celeridade e seriedade, pois esse processo envolve vidas de mulheres e bebês e precisamos que a CPI entenda o que determinou a morte desses bebês – disse.