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polícia

Com várias lesões, Giuliano Castro corre risco de ficar paraplégico

Ele dormia no banco de trás na hora do acidente

05 janeiro 2017 - 01h06
Com várias lesões, Giuliano Castro corre risco de ficar paraplégico

Com sérias lesões na coluna e na medula óssea, Giuliano A. Castro, 19, está internado no Hospital Samaritano, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Ele foi transferido por volta das 17h de anteontem do Hospital Santa Izabel em uma UTI aérea para um dos mais modernos hospi­tais do país. Giuliano passou por uma cirurgia no mesmo dia da remoção e teria sido ope­rado por Paulo Niemeyer, um dos maiores neurocirurgiões do mundo e considerado o me­lhor do Brasil. As informações obtidas pela Folha também re­tratam um quadro de alta com­plexidade e que pode deixar sequelas irreversíveis, como a paraplegia: “Se a lesão fosse um pouco mais acima, ele mor­reria”, afirmou um médico que preferiu não ser identificado.

Segundo a assessoria de im­prensa do Samaritano, não há autorização para a divulgação de informações sobre o estado de saúde de Giuliano.

De acordo com fontes ligadas à investigação mas que também preferiram não se identificar, Giuliano dormia, sem cinto de segurança, no banco de trás do automóvel na hora do aciden­te, que aconteceu por volta das 6h50 da manhã de anteontem – o fato dele estar dormindo pode ter agravado ainda mais as le­sões de Giuliano, já que o cor­po relaxado estava desprevenido para a pancada.

Ele, Vinícius Bonemer e mais uma pessoa estavam no carro que voltava de Búzios quando sofreram o acidente. Eles se­guiam para o Rio de Janeiro com mais um grupo de amigos, que estava numa Land Rover branca à frente. Segundo um policial que prefiriu não ser identificado, o motorista da Land ul­trapassou o caminhão que trans­portava cervejas e Vinícius teria tentado seguir a ultrapassagem, mas não deu tempo e o carro foi atingido na lateral pelo cami­nhão da empresa Marbela.

Polícia aguarda resultado de teste de alcoolemia

Vinícius Bonemer, 19, filho dos jornalistas Fátima Bernar­des e William Bonner, passou por teste de alcoolemia depois do acidente de carro no Trevo de Búzios, na manhã de segunda-feira. O fato foi confirmado pela assessoria de imprensa da Polí­cia Civil que, em nota, informou que aguarda o resultado do teste – mas, de acordo com médicos de plantão, Vinícius estava só­brio. Segue parte da nota:

“De acordo com o boletim médico, o motorista do Golf [Vi­nicius] deu entrada no hospital lúcido. Foi informado à equipe policial que o próprio motoris­ta forneceu amostra de sangue para realização de exame de alcoolemia, o qual a delegacia aguarda resultado. O motorista do golf permaneceu por todo o dia no hospital recebendo cui­dados médicos e foi ouvido em delegacia por volta das 22 horas, após receber alta médica”.

A polícia afirma também que Vinícius relatou à Polícia Civil que estava retornando de Bú­zios, seguindo para o Rio de Ja­neiro, sendo que, por volta das 7h30, quando foi atravessar o cruzamento no trevo de Búzios, avistou um caminhão que seguia aparentemente em baixa velo­cidade na rodovia. Segundo a polícia, Vinícius entendeu que o caminhão havia lhe dado passa­gem e, por isso, iniciou a mano­bra de travessia.

A nota diz ainda: “Logo de­pois, o motorista relatou ter sen­tido o choque da colisão entre seu veículo e o caminhão. De­vido à colisão, seu veículo Golf rodou na pista atingindo um terceiro veículo, o Evoque. Ele e os dois amigos que ocupavam o veículo foram socorridos, en­caminhados para atendimento médico. Um dos ocupantes do veículo, segundo o referido mo­torista, foi encaminhado a hospi­tal no Rio de Janeiro e seu esta­do de saúde seria estável”.

A investigação aponta que o filho de William Bonner esta­va com a carteira de motorista vencida, no entanto, dentro do prazo de 30 dias que a legislação de trânsito prevê possibilidade de renovação sem incidência de multa. Os condutores dos de­mais veículos foram ouvidos e também narraram os aconteci­mentos anteriores e posteriores ao acidente. Eles confirmaram que Vinicius não apresentava sinais clássicos de embriaguez. Um procedimento foi instaurado e a investigação está em anda­mento. A Polícia Civil vai ouvir outras pessoas para apurar a res­ponsabilidade no acidente, bem como a comunicação tardia do fato feita à delegacia.