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morada do samba

Com Morada interditada, Feira Forte fica sem casa

Corpo de Bombeiros constata série de irregularidades

22 maio 2015 - 09h21
Com Morada interditada, Feira Forte fica sem casa

NICIA CARVALHO

A Morada do Samba em Cabo Frio está interditada pelo Corpo de Bombeiros e não está apta a realizar qualquer tipo de evento. Essa foi a conclusão da corporação, ao visitar o espaço esta semana junto com o presidente da Associação Comercial, Industrial e Turística (Acia), que tencionava realizar a Feira Forte deste ano no local. As falhas de atendimento às exigências de segurança e contra incêndio são o motivo do impedimento. Por conta disso, o evento segue sem data e local para acontecer.

– São várias pendências de documentos, de estrutura, como a realização de obra de canalização preventiva entre outros. Não tem como realizar o evento e, por ser uma área de mais de 900m², a regularização é feita pela divisão do Rio – explicou o tenente-coronel Leonardo Couri, comandante do 18º Grupamento de Bombeiros Militares.

Segundo ele, o Ministério Público também está cobrando que as providências sejam tomadas pela direção da Morada e que várias solicitações para o ajuste já haviam sido feitas. Couri explicou também que a Morada não tem documentos como laudo de exigência e o certificado de aprovação, que indica quando um estabelecimento está apto a funcionar. Além disso, é necessária instalação de mangueiras, tubulações, casa de máquinas contra incêndio (bombas para deslocamento de água), para raios. Por conta do tamanho do espaço, o trâmite para a regularização deverá ser feito pela Divisão de Serviços Técnicos.

Couri explicou ainda que, após o início do processo pela diretoria da Morada, o trâmite final será feito pela unidade de Cabo Frio, que fará a última vistoria de adequação para que seja emitido o documento final: o certificado de aprovação para funcionamento. Para o comandante, a medida foi necessária para evitar que novo incêndio, como o ocorrido em um dos barracões em 2010, volte a acontecer.

– Explicamos à diretoria tudo que é necessário ser feito. Nossa preocupação é com a segurança e evitar que aconteçam acidentes – reforçou.

De acordo com Eduardo, há tem como realizar a feira devido ao grande número de regularizações que precisam ser feitas, que demandariam muito tempo e recursos financeiros para adequação às normas exigidas.

– Fico triste com essa situação por que o impasse sobre onde fazer a feira continua e por ver um espaço daquele, que pode ser usado para vários eventos, impedido de utilização por falta de zelo do governo municipal – disparou Eduardo Rosa, presidente da Acia.

A Folha tentou contato com a superintendência da Morada do Samba e com a secretaria de Cultura mas, até ao fechamento da edição não teve sucesso.

Feira sem data e local de realização

Como alternativa ao espaço da Morada e do antigo supermercado Sendas – cujo proprietário se recusou a ceder o local devido à dívida de R$ 180 mil da Feira de 2014 –, Eduardo se reúne na próxima segunda-feira com a diretoria da Acia para traçar próximos passos. Em razão disso, a Feira não acontecerá no feriado de Corpus Christi, como tradicionalmente era realizada.

A ideia que ele apresentará é fazer a feira com participação de empresários e comerciantes do Centro, de São Cristóvão, Jardim Esperança e da Rua dos Biquinis, na Gamboa.

– Quero integrar essas pessoas e fazer uma feira que satisfaça o empresariado e que não os atrapalhe. A partir da reunião vamos elaborar um projeto que poderia até se chamar “Feira Forte vem para rua” – antecipou.

Segundo ele, além do prejuízo de R$ 180 mil, a Feira do ano passado também não alcançou a expectativa de público, ficando bem abaixo do evento de 2013. Além dos fatores externos, como a inauguração do shopping e a Copa do Mundo, Eduardo aponta falta de preparo como motivo do baixo rendimento da feira.

– Hoje temos o shopping e uma crise econômica que este ano chegou ao seu ápice. Isso, somado à falta de zelo da organização fez com que a feira não tivesse público e renda satisfatória. Além de ter deixado o empresariado insatisfeito – concluiu.