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Colônia pede que buscas por embarcação sejam retomadas

Presidente da Z4 enviou ofício à Marinha para que pescadores desaparecidos sejam encontrados

21 setembro 2017 - 10h47
Colônia pede que buscas por embarcação sejam retomadas

A Colônia de Pescadores Z4 enviou um ofício à Marinha do Brasil na manhã de ontem solicitando que as buscas aos pescadores do barco Guma sejam retomadas. A justificativa é de que mantimentos e água estão no fim. O presidente da instituição, Alexandre Marques, informou que não estão medindo esforços para encontrá-los.
– A Marinha encerrou as buscas, mas está em contato com todas as embarcações. A Plataforma Mexilhão, que fica por fora de Ilha Grande, por exemplo, está avisada. A Merluza, que fica na Bacia de Santos, também. Então eles estão bastante empenhados, não estão de bobeira – disse Alexandre, que está em contato direto também com os pescadores das duas embarcações que realizam buscas.
A Marinha do Brasil, por meio do Comando do 1° Distrito Naval, informou que as buscas começaram no dia 13, assim que informada do desaparecimento.  O comunicado informou ainda que “o ocorrido continua sendo divulgado para os navios e embarcações que transitam na área do desaparecimento e as buscas poderão vir a ser retomadas caso surjam novas informações”. 
Os pescadores desaparecidos saíram para pescar em alto mar em dia de vento forte e mar alto, com ondas de até 4 metros. Segundo informações, o rádio de comunicação teria sido danificado pela água, impossibilitando o contato. Além disso, alguns parentes denunciam que o barco estava com coletes vencidos e inacessíveis e tinha problemas no motor – o que é rechaçado pelo dono da embarcação, Gustavo Teixeira, que afirma que o mestre do barco é profissional experiente, que relataria imediatamente qualquer problema.
– Tudo o que acontece na embarcação eles me relatam. O mestre é experiente, teria relatado. Desconheço qualquer problema mecânico – afirma Gustavo, que ressalta que está ávido por notícias e que tem esperança de que eles sejam localizados.
Esposas relatam dias de angústia – A espera é uma tortura. Sem notícias dos maridos desde o dia 9, as esposas dos quatro pescadores desaparecidos no barco Guma tentam manter a calma para não entrar em desespero. Mas as horas de silêncio, que já chegam a quase 300, são desesperadoras. A Folha entrevistou três das quatro esposas.  Todas elas relatam a angústia que vivem nestes dias. O barco Guma desapareceu a aproximadamente 45 km da Ilha do Farol, em Arraial do Cabo. 
Esposa do mestre da embarcação, Joanete Manhães Braga, 58 anos, lembra das últimas palavras que trocou com o marido até o desparecimento: “ele me disse que estava tudo bem e não era pra me preocupar”. Desde então, ela relata desespero. 
– Não tenho noção do que tenha acontecido, mas ele tem mais de 30 anos de pesca. Qualquer problema que tivesse no barco, ele não sairia porque zelava pela vida dos outros – afirma a diarista que vive com o mestre há 17 anos. 
Dona Joanete, assim como outros, acredita que eles estejam à deriva.
– A Marinha não pode parar com a busca – pontua.
Aos prantos no telefone e muito abalada pela falta de notícias do companheiro, Elenir Moreira, 47 anos, se perde entre as lembranças do marido, José Mário Gonçalves, em casa. Ela relata que  José declarou que estava indo para o mar com “o coração apertado”.
– Ele me disse: “vou por causa do aluguel atrasado”. Eu estou num desespero só porque abaixo de Deus eu só tenho ele. Foi a primeira viagem dele nesse barco, mas ele pesca desde os 12 anos – declarou.

* Confira matéria completa na edição desta quinta-feira (21) da Folha dos Lagos.