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Cidade Viva vai discutir Turismo Histórico na região

Mediador do Cidade Viva, Paulo Cotias defende a valorização do turismo histórico

17 maio 2017 - 01h39
Cidade Viva vai discutir Turismo Histórico na região

 

 No acesso ao Largo de São Benedito, na Passagem, é visível numa placa, mesmo que cerca­da pelas folhas, os dizeres: “Pri­meiro núcleo de povoação”. O aviso em um dos pontos turísti­cos mais visitados da sétima ci­dade mais antiga do Brasil dá a ideia da importância do turismo histórico, ainda tímido, em Cabo Frio. O tema será debatido ama­nhã, no auditório da Folha dos Lagos, no centro da cidade, às 10h, abrindo mais um ciclo do projeto Cidade Viva, cujo tema é “Cabo Frio e a sua melhor tem­porada”. O mediador, o historia­dor e colunista do jornal Paulo Cotias, reforça a importância do investimento no patrimônio.

Folha dos Lagos – Qual a im­portância do turismo histórico numa cidade como Cabo Frio?

Paulo Cotias – É importan­tíssimo primeiro para o próprio munícipe. É uma questão de valorização do patrimônio, da memória, da identidade, de uma melhor compreensão a respeito da própria terra e dos elementos que compuseram a trajetória his­tórica da cidade. São elementos que se associam igualmente à cultura imaterial. Precisam pas­sar por um processo de preser­vação como também de acessi­bilidade.

Folha – Qual o potencial município neste segmento?

Cotias – Está mais do que pro­vado que o turismo histórico tem uma potencialidade econômica fantástica. Ele, primeiramente, é um turismo de baixo custo e de excelente retorno e traz uma va­riação que nós não temos. Nós, praticamente, temos um turismo praiano. Caso não tenha praia, a alternativa é gastronômica e, agora com o shopping, há uma terceira via. Então, o turismo histórico tem atrativo muito im­portante, porque pode segmentar a atividade turística ao gerar pa­cotes vendidos pelas operadoras, associados aos transatlânticos, aos ônibus, às excursões... Isso gera receita à Prefeitura.

Folha – Qual a necessidade do debate?

Cotias – Esperamos sensibili­zar e articular todos os esforços de pessoas ou instituições que estão ligados direta ou indire­tamente à gestão do patrimônio para que possamos, de maneira integrada, fazer com que seus esforços se transformem em pro­jetos, práticas, alternativas. Num momento de crise, observarmos de que maneira a iniciativa pri­vada pode estar abraçando o patrimônio e dele se utilizando como elemento de viabilidade econômica.

Folha – Qual patrimônio so­fre abandono?

Cotias – O que temos hoje é uma dificuldade de manutenção por parte do Poder Público de todo patrimônio histórico cabo­friense em virtude das limitações de receita. Entretanto, na medi­da do possível, os marcos mais fundamentais estão conservados e preservados. Não estão em si­tuação alarmante. O que nós devemos apontar nesse debate é: qual conjunto patrimonial, ar­quitetônico e histórico podemos catalogar, inventariar e apontar como preferenciais para um pla­no de manejo sustentável? Num momento de crise, é necessário que esse plano de manejo possa fazer de modo associado através de parcerias público-privadas. A sociedade deve adotar o patrimô­nio e fazer com que ele se torne um espaço apropriado. Isso re­quer planejamento, marcos legais transparentes e fundamentados, além de qualificação técnica.

O debate – O fórum desta quinta terá exatamente duas ho­ras de duração. Além de cober­tura pela Folha, terá transmissão ao vivo pelo Facebook. Cidade Viva/Debates tem o patrocínio da Prolagos e, também, do Res­taurante Comilão.