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Cidade Viva

Cidade Viva: Hotelaria quer redução do IPTU

Setor exige cumprimento do Plano Diretor na cidade

24 março 2017 - 07h16
Cidade Viva: Hotelaria quer redução do IPTU

Os hoteleiros de Cabo Frio, on­tem, no fórum de ideias Cidade Viva, definiram como prioridade para o setor a revisão da tributa­ção aos estabelecimentos. Eles também criticaram benefícios aos novos empreendimentos, enquan­to a rede tradicional “amarga altas tarifas, especialmente de IPTU”. Eles querem redução de pelo me­nos 35% neste tributo.

No encontro realizado na sede da Folha, os representantes da área condenaram, ainda, negocia­ções que estariam sendo feitas para a instalação do Hotel Ibis em Cabo Frio, na Avenida Júlia Kubs­tchek, em prédio de dez andares, o que contraria a legislação atual.

– Isto seria rasgar o Plano Di­retor em vigor – disparou Renato Marins, conselheiro da Associa­ção Brasileira de Indústria Hote­leira (ABIH), com o apoio imedia­to do engenheiro Marco Antônio Pereira, diretor da Associação de Arquitetos (Asaerla).

Renato Marins reapresentou um projeto de 2002 da Associa­ção de Hotéis, que tem por finali­dade estimular o turismo de curta distância, num raio de 300km. O projeto requer o apoio de todas as entidades de Cabo Frio, mas, especialmente da Prefeitura, na divulgação dos eventos da cidade, principalmente os de fim de sema­na. O mesmo projeto cria bandei­ras de incentivos a cada trimes­tre. Em março, abril e maio, por exemplo, o foco seria a terceira idade, enquanto no trimestre se­guinte as festas tradicionais – pro­fanas e religiosas – e, também, o calendário esportivo.

Neste mês de março a ocupação hoteleira está em torno de 80%, mas, a partir de abril, a tendência é de redução. Com o projeto apre­sentado, estima-se uma ocupação média de 50%, segundo Renato Marins. Mas Radamés Muniz lembra que o ideal seria obter pelo menos 60%. Renato e Radamés anunciaram, durante o fórum, que a Associação de Hotéis, em breve, será reativada, com expectativa de solicitar do governo municipal a inclusão da entidade no Conselho de Planejamento (Consepa).

IPTU – Como sempre, o im­posto fez parte das discussões, tornando-se o principal tema do encontro, quando se definiu que a redução do tributo para a rede hoteleira deveria ficar em torno de 35%, mas que isso seja resultado de uma rigorosa revisão na legis­lação atual. Polemizando bastan­te, o assunto Hotel Ibis não passou em branco. Os hoteleiros rejeitam concessões, como permissão de edifício de 10 andares, quando o Plano Diretor tem definido máxi­mo de cinco. Além disso, segundo Radamés Muniz, o Ibis, no for­mato que tem sido divulgado, não interessa ao trade turístico, por ser uma bandeira econômica, “visto que a gente quer hotéis que tra­gam grandes salas de convenções, como os recém inaugurados Oá­sis, Paradiso Corporate e o Interci­ty, que está em construção na Ave­nida Nossa Senhora da Assunção.

Por fim, o debate do Cidade Viva de ontem apresentou duas reivindicações: retomada imediata da Guarda Municipal Turística e a criação de pontos de embarque e desembarque de turistas (vans) nos diversos pontos turísticos, es­pecialmente na Rua dos Biquínis, na Gamboa. O debate sobre os novos rumos da hotelaria, além de Radamés Muniz e Renato Martins, contou com a participação do en­genheiro Marco Antônio Pereira, da Asaerla, Walmir Venceslau, da Acia, Diego Andrade, da Delega­cia do Conselho de Contabilidade, além do jornalista Wagner Pinhei­ro, do comunicador Roberto Oli­veira e, ainda, de Walter Farias.

O outro lado – A Folha do Lagos ouviu a secretária de Turis­mo, Fabíola Bleiker, que elogiou a retomada do projeto de fomento do turismo de curta distância, as­sim como aplaudiu reivindicações como a retomada da Guarda Tu­rística e criação de pontos de em­barque e desembarque de turistas em diversos pontos. Com relação à redução do IPTU e a oposição ao projeto Ibis, Fabíola disse que se trata de questões técnicas, que dependem de nova oportunidade para melhor se pronunciar. Mas ela elogiou a postura dos hotelei­ros e convidados do fórum, dizen­do que “o debate e a participação são os caminho mais curtos para desenvolver o turismo”.