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ECONOMIA

China foi o principal parceiro comercial do estado do Rio em 2020

Fluxo comercial com país asiático foi de US$ 12,7 bilhões durante o ano passado, segundo a Firjan

19 fevereiro 2021 - 16h38Por Redação

A China foi o principal parceiro do Rio de Janeiro no comércio exterior em 2020, tanto em exportação quanto em importação. O estado embarcou US$ 9,8 bilhões, inclusive petróleo, para o país asiático e comprou US$ 2,9 bilhões, totalizando fluxo de US$ 12,7 bilhões, conforme o Rio Exporta, boletim da Firjan apresentado em novo formato. A partir de agora, a publicação no site da federação vem por tópicos, enquanto os dados completos são disponibilizados na nova plataforma Business Intelligence (BI), um dashboard inteligente, dinâmico e de fácil entendimento, com gráficos variados e filtros diversos. 

"A plataforma é uma belíssima contribuição da Firjan Internacional para a disseminação de informações sobre o Rio. Os dados disponibilizados são extremamente convenientes, por serem apresentados de uma maneira moderna, fácil de trabalhar". A avaliação é do professor Paulo Ferracioli, membro do Conselho de Relações Internacionais da Firjan, após destacar que, ao utilizar esse formato, a federação demonstra afinidade com uma tendência mundial. 

O objetivo da equipe de comércio exterior da Firjan é que o novo formato sirva de base e fonte para discussões e análises. "Em 2021, com a plataforma BI, o acesso aos dados de comércio exterior do Brasil, mas principalmente o do cenário fluminense, será mais fluido e rápido. A ferramenta é uma evolução do boletim Rio Exporta, para que se torne cada vez mais uma referência para nossos empresários e especialistas", anuncia Giorgio Luigi Rossi, coordenador da Firjan Internacional. 

Comércio exclusive petróleo também cresceu para a China

 O comércio do Rio para a China, exclusive petróleo, também cresceu. Foram 11% a mais no acumulado do ano, totalizando US$ 455 milhões. Nas importações, também sem o petróleo, a China foi a principal origem das compras do estado, com participação de 12% no total dos US$ 23,8 bilhões importados. 

Estudioso da Ásia há muitos anos, Ferracioli considera "necessário que o empresariado fluminense cada vez mais pense em se voltar para aquele continente, porque os novos acordos assinados na região e o desempenho ao longo da pandemia demonstram que o futuro, como disse o escritor Parag Khanna, é asiático". Para reforçar sua afirmativa, o professor ressalta que a China teve um desempenho positivo em 2020, enquanto as grandes economias do mundo decresceram.

Sob o impacto da pandemia que afetou a economia global, o Rio de Janeiro manteve uma corrente de comércio praticamente estável, em US$ 47 bilhões, com um pequeno recuo de 5% quando comparado ao ano anterior. A soma é resultado das exportações em US$ 22,5 bilhões, retrocesso de 21%, enquanto as importações somaram US$ 25 bilhões, representando um avanço de 17%. Dessa forma, o saldo comercial foi deficitário em US$ 2,3 bilhões.

"O resultado das exportações fluminenses foi impactado pela desaceleração global resultante da pandemia. Estávamos percorrendo um caminho virtuoso de participação crescente das exportações, que se interrompeu em 2020. Através das publicações mensais do novo Rio Exporta iremos acompanhar a evolução do cenário global e dos fluxos comerciais ao longo de 2021", analisa Rossi.

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