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Golpes

Casos de crimes virtuais se multiplicam na região

Golpistas invadem contas de WhatsApp e do Facebook para pedir dinheiro às vítimas

02 outubro 2019 - 20h15Por Rodrigo Branco
Casos de crimes virtuais se multiplicam na região

Com a consolidação da tecnologia digital no cotidiano das pessoas, os criminosos sofisticam o modo de agir e enganar as vítimas. Na Região dos Lagos, o número de casos relatados aumentou nas duas últimas semanas. Até o fechamento desta edição, a Polícia Civil não havia repassado uma estatística oficial do número de registros formais desse tipo de crime no período, mas as queixas de diversas pessoas nas redes sociais levam a crer que os estelionatários agem livremente no mundo virtual. 

Em algumas situações, os golpistas se valem do nome de sites de compra e venda na internet para dar credibilidade às ações e, desta forma, consumar o crime. Foi o caso de uma cabofriense que repercutiu bastante nas redes sociais. Ela relata que, depois de colocar o carro para vender no site OLX, recebeu a ligação de um homem que disse trabalhar no portal de comércio on-line. Ele pediu um código que havia sido enviado por telefone. Quando a sequência de números foi digitada pela vítima, o WhatsApp dela foi imediatamente bloqueado. O hacker passou a pedir dinheiro a terceiros em nome da mulher e a fazer ameaças, quando uma pessoa disse que divulgaria o caso em um grupo.

Um boletim de ocorrência foi feito e depois de mais uma semana de uma autêntica via-crúcis e de ampla divulgação do caso pela internet, o problema foi resolvido. Mas para o motorista de táxi de Arraial do Cabo Vilmar Gabriel Fiume, a dor de cabeça continua. Dependente do aplicativo de troca de mensagens instantâneas para receber chamados de clientes, Vilmar foi obrigado a se desdobrar para não ver o movimento cair.

Mesmo experiente em negócios pela plataforma de compra e venda, Vilmar se viu com a conta clonada ao tentar vender um cavalo também pela OLX.
– Estou acostumado a fazer troca e venda. Coloco tudo pela OLX, aí aconteceu essa situação. O rapaz ligou de um número de São Paulo falando que era suporte técnico, dizendo que havia duplicidade no meu anúncio e aí pediu um código do WhatsApp e eu enviei. Eram 21h, a cabeça já não estava muito boa e eu passei. Na hora que eu estava negociando, o WhatsApp havia sido cortado, não funcionava mais. Haviam hackeado. Os parentes mais próximos e amigos já estão avisados que não devem dar dinheiro se pedirem em meu nome – disse, resignado, o motorista que também registrou boletim de ocorrência.

Outros tiveram mais sorte. Ou a experiência desagradável de alguém próximo fez ficar ‘vacinado’ e não cair no golpe. A empresária Paula Santa Rosa relata que o marido já evitou problemas por desconfiança.

– Quem sofreu foi o marido de uma funcionária minha no ano passado. Como ele já estava atento por causa disso, a gente já fica escaldado. Mas é quase todo dia gente ligando por causa de anúncio da OLX – comentou.

Mas nem todas as clonagens de conta aconteceram no WhatsApp. A jornalista Maria Lúcia Menezes teve o perfil do Facebook invadido após receber uma mensagem de uma amiga que não via há muito tempo. Um pedido para redefinir a senha foi o suficiente para causar todo o transtorno. O impostor passou a procurar o perfil de pessoas com as quais Maria Lúcia não falava frequentemente, mas a conta foi recuperada.
– Fica o alerta. A gente vê acontecer com atriz, artista que tem a conta invadida e não acredita que vai acontecer com uma pessoa simples. Registrei o boletim de ocorrência porque não sei até onde essa pessoa foi – disse. 

Em nota, a OLX disse que o objetivo da empresa é que “os usuários tenham a melhor experiência possível de compra e venda e, por isso, investe em tecnologia e orientações para o usuário, que tem sido impactado constantemente e de diferentes formas com alertas e comunicados na plataforma sobre as melhores práticas de negociação” e que é permitido apenas que usuários ‘logados’ na plataforma tenham acesso ao chat da OLX para iniciar uma negociação.

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