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Caso Maria Luisa: recesso interrompe investigação

Processo do atropelamento só poderá retornar à delegacia em 2017

21 dezembro 2016 - 01h38Por Gabriel Tinoco I foto: Arquivo Folha
Caso Maria Luisa: recesso interrompe investigação

Delegado Renato Mariano é quem conduziu investigações da parte da Polícia Civil 

O caso da morte da jovem Maria Luisa, 10, decapitada por uma lancha na Praia do Forte, em Cabo Frio, não terá mais novidades até o ano que vem. O delegado Renato dos Santos Mariano afirmou que o proces­so, que tramita na Vara Crimi­nal, não voltou à 126ª DP (Cabo Frio). O titular prevê que o retor­no aconteça na primeira semana de janeiro: ou para continuar a investigação ou para efetivar a prisão do acusado Nostradamus Soares Pereira.

No momento, o delegado tem em mãos apenas o exame peri­cial que descreve as embarca­ções. De acordo com Renato, as condições do mar podem alterar o resultado do laudo.

– O exame pericial das em­barcações já está pronto. Mas o exame não foi feito na água. A vistoria foi feita no porto, onde elas estão apreendidas. Foi uma decisão do delegado que estava aqui – disse, referindo-se ao an­tecessor Milton Siqueira.

No entanto, mesmo sem a pe­rícia ideal, o delegado recorrerá a Marinha para obter um parecer mais técnico.

– A Marinha é a autoridade marítima no Brasil. Toda ques­tão técnica é ela que irá nos au­xiliar. É um assunto técnico re­lativo à condição de navegação, à autorização para navegação. É uma situação específica porque ocorreu no mar – explica.

Entenda o caso – O atrope­lamento aconteceu no último dia três, quando Maria Luisa andava de banana boat com os pais de uma amiga. O acidente chocou a Região dos Lagos e os internau­tas pediram a punição do atrope­lador nas redes sociais.

Os bombeiros se mobilizaram nas buscas pelos restos mortais da menina. Na ação conjunta, 25 soldados do 18º Grupamento Bombeiro Militar, 12 agentes da Capitania dos Portos, três botes e três jet skis encontraram par¬­tes do corpo de Maria Luisa.

A Polícia Civil ouviu depoi­mentos de pessoas que falaram que Nostradamus cortou para a es­querda – manobra proibida pelas leis de navegação. Muitas pessoas também relataram que o acusado tinha antecedentes com manobras proibidas com a lancha, que quase ocasionaram atropelamentos.