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Caso Alphabets: em vídeo, Glaidson havia pedido investigação sobre "empresa de aposta de futebol"

Líder da GAS Consultoria contestou atuação de empresas que oferecem lucro de até 5% ao dia e pediu apuração às autoridades

10 setembro 2021 - 18h00Por Redação
Caso Alphabets: em vídeo, Glaidson havia pedido investigação sobre "empresa de aposta de futebol"

Ao final de um vídeo de mais de 30 minutos, divulgado dias antes de sua prisão, o empresário Glaidson Acácio, da GAS Consultoria Bitcoins, pediu às autoridades que investigassem uma "empresa que está em Cabo Frio falando que faz aposta de futebol". Embora citasse exatamente o campo de atuação da Alphabets, ele, no entanto, não mencionou o nome da empresa ou do seu diretor, Rogério Cruz. Glaidson foi preso no dia 25 de agosto. No pronunciamento, o líder da GAS, que confere aos investidores rentabilidade de 10% mensais, contestou a atividade de outros negócios que oferecem "lucro de 5% diário, 1% diário".  Na Alphabets, a rentabilidade podia chegar a 30% mensais. A fala pode ser conferida a partir de 33:40 do vídeo abaixo.

 

Ameaças na Alphabets - Um vídeo feito pelo líder e CEO da empresa de apostas esportivas Alphabets, Rogério Cruz, circula em grupos de mensagens instantâneas (WhatsApp e Telegram), nesta sexta-feira (10). A filmagem seria uma resposta do empresário às cobranças e ameaças que vem recebendo desde o que anunciou o encerramento das atividades da firma de investimentos, na última quarta-feira (10).

Em tom ameaçador, Rogério afirma que vai se valer de 'influência dentro do governo' e 'amigos policiais' para rechaçar as cobranças que vem sofrendo. O investidor disse ainda que conta com um 'bom corpo jurídico' para resolver a situação.

"Vocês não têm noção com quem estão mexendo. Vocês não sabem quem é o meu corpo jurídico. Os amigos policiais que eu tenho. A influência que a gente tem dentro do governo. Então, prestem atenção quando foram ameaçar ou fazer algo", disse o empresário.

O negócio, que tem características semelhantes de pirâmides financeiras, se apresenta na internet como "fornecedor de um software gratuito de alta performance objetivando lucros e renda no mercado de apostas esportivas". Em um primeiro comunicado feito a clientes e investidores, Rogério Cruz acenou com a devolução dos valores investidos, mas definiu uma data precisa para fazer os pagamentos.

"O que nos motivou foi a total inviabilidade de migração para um novo sistema e, como já é do conhecimento de todos, houve diversos percalços, tais como duplicidade de pagamentos; invasão do nosso sistema; envio de comprovantes falsos; dentre outros. Dito isto, informamos que criamos um plano de pagamentos com bases sólidas, iniciado do zero e 100% enquadrado nas leis brasileiras", publicou, à princípio.

 A mensagem não tranquilizou os clientes. Pelo contrário, gerou um misto de revolta e desespero em muita gente que juntou todas as economias que tinha para investir na empresa, que chegava a prometer lucros de 3% ao dia. Na edição impressa da Folha, que está nas bancas, há diversos relatos de investidores temerosos em sofrer um calote.

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