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Candidatos investem no WhatsApp nestas eleições

Com menos recursos, comitês de campanha apostam nas mensagens, mas devem evitar excessos

23 agosto 2016 - 09h11Por Rodrigo Branco | Departamento de Arte da Folha
Candidatos investem no WhatsApp nestas eleições

Largamente disseminado em vários segmentos da sociedade, o uso do aplicativo de mensagens WhatsApp promete ter papel de destaque também na campanha eleitoral deste ano. Com as restrições impostas pelo fim do financiamento empresarial e pelas novas regras de propaganda, os candidatos a prefeito e vereador pretendem explorar como nunca a ferramenta para ganhar mais visibilidade e atrair eleitores.

Mas é preciso cautela porque o uso abusivo ou inadequado do popular ‘zap zap’ pode acarretar problemas que vão da antipatia da população a multas estipuladas pela Justiça Eleitoral. Para ter mais benefícios com o recurso, os especialistas recomendam que os candidatos o utilizem com moderação.

– Acho, principalmente, que o WhatsApp tem que ser usado com bom senso, o que na política não existe. Este ano, como não há muitos recursos, a mídia que sobra é a social. Acredito que o ‘zap’ é uma boa ferramente, desde que usada com parcimônia. Não deve ser usada em excesso. Também não se deve mandar mensagens para a pessoa, 1h da manhã, por exemplo – cita a especialista em mídias sociais, Patrícia Andrade Ladeira.

Aliás, pela legislação, nenhum eleitor é obrigado a receber mensagens de madrugada ou a qualquer hora do dia, caso não deseje. Se a pessoa se sentir incomodada pela abordagem, pode exigir a retirada do seu número do cadastro telefônico do candidato, que deve fazê-lo em até 48 horas, sob risco de receber multa por cada mensagem enviada, em caso de descumprimento.

Contudo, apesar do rigor para casos como esse, não existe uma legislação específica que regulamente o uso do aplicativo nas eleições. Os eventuais abusos serão julgados baseados nas leis que regem a atividade na internet, diferentemente das mensagens SMS e de telemarketing, que estão proibidas pelo TSE.

Mas a falta de uma legislação específica, tampouco a garantia do direito à liberdade de informação e expressão não significam que o ‘zap’ será uma ‘terra de ninguém’, adverte o advogado eleitoral Carlos Laurindo.

– É proibido disseminar boatos ou fazer ataques pessoais a outros candidatos; o uso de mensagens do WhatsApp ou do Telegram por pessoas jurídicas ou com símbolos de órgãos oficiais e a comercialização de cadastros eletrônicos. Ainda há dificuldades para se acessar determinados dados do programa e saber quem foi o responsável por enviá-los, mas na medida que o candidato, partido ou coligação for identificado, isso se torna passível de ação de investigação eleitoral – adverte.

No mais, para lidar com um eleitorado que se mostra cada vez mais distante da classe política, é preciso ter cuidado com o conteúdo veiculado. Para Patrícia Andrade Ladeira, as assessorias precisam privilegiar as propostas de campanha e o apuro visual.

– Deve-se evitar mais de uma mensagem de WhatsApp por semana. O candidato deve se atentar ainda para as metas, com uma linguagem fácil e direta, contando o que já fez. Usar a linguagem de internet, por meio memes (montagens), para se humanizar e criar simpatia com o eleitor. Além disso, vídeos curtos, do tipo Snapchat (outro aplicativo de mensagens) costumam funcionar bem – recomenda a especialista em mídias sociais.