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Servidora

Caso Caixa: o dia seguinte à fúria

Maria da Conceição relata trauma e Câmara Municipal reage

16 setembro 2015 - 11h29

FERNANDA CARRIÇO, NICIA CARVALHO

 

“Servidora: Já coloquei a cha­ve, o celular, já abri a bolsa para o senhor ver. Por favor, me deixe entrar, eu preciso receber. O que vou ter que fazer? Vou precisar tirar a roupa para entrar?

Vigilante: Continua apitando. Tem que tirar a roupa, então”.

O diálogo relatado por uma voz triste e envergonhada foi o estopim de uma cena lamentá­vel protagonizada pela servido­ra Maria da Conceição Santos Silva, 53 anos. Ela tirou a rou­pa e ainda assim não conseguiu entrar, na tarde da última segun­da-feira, na Caixa Econômica Federal, da Avenida Assunção, no centro de Cabo Frio, porque passou mal já que era hiperten­sa. Como saldo, além de mais manchas à reputação da agên­cia, a unidade ainda vai receber moção de repúdio da Câmara de Cabo Frio.

A iniciativa foi do vereador Emanoel Fernandes (Pros), que vai apresentar o requerimento na sessão de amanhã. Ele também é autor de Projeto de Lei 65/2015, que tramita desde maio na Co­missão de Constituição e Justiça (CCJ), e que determina a coloca­ção de guarda-volumes com es­caninhos, de forma gratuita, em agências bancárias dotadas de porta com detector de metais. O PL, que prevê ainda multa de R$ 1.000,00 “a ser aplicada em dobro, progressivamente, nos ca­sos de reincidência”, está na fila de projetos da Casa que aguarda sanção do prefeito Alair Corrêa.

– Peço medida de urgência na moção de repúdio contra a Caixa pelo constrangimento. Os agentes são despreparados, mal-educados e não sabem o que é atendimento prioritário. Tenho relato de pessoas que passaram por situações assim, como uma família que também teve que tirar a roupa do bebê porque a porta apitava. Eu mesmo já tive que deixar uma pasta com docu­mentos do lado de fora da porta giratória – contou Emanoel ao usar a tribuna nesta terça-feira (15).

 

*Leia a matéria completa na edição impressa desta quarta-feira (16)