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Salvando vidas

Cabo Frio terá sua sexta captação de órgãos nesta quinta-feira (26)

Rim, pâncreas, fígado e córnea serão coletados com apoio de helicóptero do Programa Estadual de Transplantes

26 março 2020 - 10h13Por Rodrigo Cabral
Cabo Frio terá sua sexta captação de órgãos nesta quinta-feira (26)
Uma captação de órgãos será realizada pelo Programa Estadual de Transplantes (PET) em Cabo Frio nesta quinta-feira (26). O helicóptero deverá pousar nas imediações da UPA do Parque Burle. O paciente, que teve a morte encefálica (cerebral) constatada, está no Complexo São José Operário / Hospital Central de Emergência (HCE). A coleta de órgãos é realizada após autorização da família do paciente. É a sexta captação em Cabo Frio desde 2017.
 
Segundo a enfermeira Lilian Moraes, coordenadora da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante(CIHDOTT) do São José Operário, poderão ser doados rim, pâncreas, fígado e córnea. Isso poderá, de acordo com ela, salvar de três a quatro vidas.
 
"A perda para a família é algo muito triste. Conduzir o processo é difícil. É conflitante para nós, seres humanos. Nós conversamos, acolhemos a família. É um consentimento deles. Hoje, temos mais de 36 mil pessoas na fila de transplante a nível nacional. São pessoas cuja única opção é o transplante. Em meio à pandemia, enquanto vemos tantas mortes e pessoas sofrendo, vamos ter uma doação efetivada e salvar pelo menos umas três ou quatro vidas", ressalta Lilian.
 
Desde 2010,
mais de 16 mil transplantes
 
O Programa Estadual de Transplantes foi lançado oficialmente pelo governo fluminense em abril de 2010, embora os trabalhos tenham sido iniciados no ano anterior. Nos nove anos do programa, já foram realizados mais de 16 mil transplantes. “A gente começou lá atrás, em 2009, com 44 doadores em um ano e, hoje, a gente consegue fazer isso em praticamente um mês. Conseguimos avançar bastante no tema”, contou à Agência Brasil o urologista Gabriel Teixeira, coordenador do PET.
 
Como funciona a captação de órgãos - O paciente com diagnóstico de encefálica constatada é um potencial doador. A equipe da unidade de Saúde informa à família sobre a possibilidade de doação dos órgãos. Caso haja concordância, uma série de exames é feita para confirmar o diagnóstico. A notificação da morte encefálica é obrigatória por lei. "Os órgãos só podem ser doados com o coração batendo. Morre o cérebro, mas mantemos os outros órgãos do corpo em funcionamento com aparelhos e remédios", explica Lilian Moraes.
 
Em seguida, a Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (Central de Transplantes) é notificada e repassa a informação para uma Organização de Procura de Órgão (OPO). A OPO se dirige ao hospital e examina o doador, revendo a história clínica, os antecedentes médicos e os exames laboratoriais. A viabilidade dos órgãos é avaliada, assim como a sorologia para afastar doenças infecciosas e a compatibilidade com prováveis receptores.
 
Depois de ter sido informada pela OPO, a Central de Transplantes uma lista de receptores inscritos, compatíveis com o doador. No caso de transplante de rins, é necessária uma nova seleção por compatibilidade imunológica ou histológica. A central, então, informa a equipe de transplante e o paciente receptor nomeado. Cabe à equipe médica decidir sobre a utilização ou não do órgão.

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