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Cabo Frio tem três casos de síndrome de Guillain-Barré

Cabo Frio tem três casos de síndrome de Guillain-Barré

Síndrome é associada ao zika vírus e acomete o sistema nervoso

25 fevereiro 2016 - 11h19

A Secretaria de Saúde de Cabo Frio notificou, de janeiro até o momento, quatro casos da síndrome de Guillain-Barré. Deste total, apenas um foi descartado. A síndrome afeta os nervos periféricos, que conectam o cérebro com a medula espinhal, e pode causar a total paralisia do corpo. Ainda não se conhece a causa específica da síndrome, no entanto, na maioria dos casos, os portadores manifestaram uma doença aguda provocada por vírus, como o Zika, ou bactérias.

– Há indícios de que possa ocorrer uma correlação entre o aumento de casos da síndrome de Guillain-Barré e a infecção por Zika virus. Como a doença não é de notificação compulsória às autoridades públicas de saúde, e só aparece depois que o vírus não está mais presente no organismo, fica difícil determinar a possível relação entre os dois episódios – alerta o infectologista da Vigilância em Saúde de Cabo Frio, Beto Nogueira.

A hipótese é que essa infecção aciona o sistema de defesa do organismo para produzir anticorpos contra os micro-organismos invasores. No entanto, a resposta imunológica é mais intensa do que seria necessário e, além do agente infeccioso, ataca também a bainha de mielina que reveste os nervos periféricos. Cirurgias, vacinação, traumas, gravidez, linfomas, gastrenterite aguda e infecção das vias respiratórias altas podem ser consideradas outras causas possíveis da síndrome aguda.

Ainda segundo o infectologista, no ano passado, a Cabo Frio só registrou um caso da doença.

– Esse levantamento começou a ser feito no ano passado, em todo o país, em função do Zika Vírus. Por isso não há como fazer comparações com anos anteriores. Sabemos que há um significativo aumento – explica o especialista.

Sintomas  O sintoma preponderante da síndrome é a fraqueza muscular progressiva e ascendente, acompanhada ou não de parestesias (alterações da sensibilidade, como coceira, queimação, dormência, etc.), que se manifestam inicialmente nas pernas e podem provocar perdas motoras e paralisia flácida. Com a evolução da doença, a fraqueza pode atingir o tronco, braços, pescoço e afetar os músculos da face, da orofaringe, da respiração e da deglutição.

O diagnóstico tem como base a avaliação clínica e neurológica, a análise laboratorial do líquido cefalorraquiano (LCR) que envolve o sistema nervoso central, e a eletroneuromiografia. É muito importante estabelecer o diagnóstico diferencial com outras doenças autoimunes e neuropatias, como a poliomielite e o botulismo, que também podem provocar déficit motor.

A síndrome de Guillain-Barré deve ser considerada uma emergência médica que exige internação hospitalar já na fase inicial da enfermidade. Quando os músculos da respiração e da face são afetados, o que pode acontecer rapidamente, os pacientes necessitam de ventilação mecânica para o tratamento da insuficiência respiratória.