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DIA INTERNACIONAL

Cabo Frio discute violência contra a mulher

Entidades promovem ato na Praça Porto Rocha e roda de conversa no Charitas

25 novembro 2019 - 20h17Por Rodrigo Branco
Cabo Frio discute violência contra a mulher

Ontem, no Dia Internacional de Luta pelo Fim da Violência contra a Mulher, Cabo Frio teve uma série de atividades para debater e refletir sobre todas as formas de abuso e opressão a que elas são submetidas cotidianamente. As ações foram coordenadas pelo Movimento de Mulheres de Cabro Frio em conjunto com outras entidades.

Na Praça Porto Rocha, foi feito um ato em que foram colados no chão 150 bonecos pretos com marcas vermelhas, que simbolizavam as mortes de mulheres por feminicídio. No centro da roda, foi feita uma performance para marcar a data. Mais tarde, no Charitas, foi realizada uma roda de conversa com a deputada estadual Renata Souza (PSOL), para a apresentação dos relatórios das CPIs do Feminicídio e do Hospital da Mulher. 

Para Tania Lopes Muri, que é coordenadora do Movimento de Mulheres de Cabo Frio e que integra a AMB-Lagos (Articulação de Mulheres Brasileiras no Rio de Janeiro), é preciso dar visibilidade aos casos de violência sofridos pela mulher, que em alguns casos, resultam em feminicídios.

– As organizações e entidades do Brasil todo estão voltadas, com atos, ações, atividades que leve a sociedade a reflexão sobre essa parcela, que é a maioria, da sociedade brasileira. E sofre diversas violências e todos as etapas e processos na vida, como a exploração sexual; o menor salário no trabalho laboral; a sobrecarga no trabalho doméstico, até com jornada tripla; a exposição como objeto na mídia e as relações abusivas e opressoras nos relacionamentos, que podem resultar no feminicídio. Tudo resultado da cultura patriarcal e que precisamos transformar no cotidiano das mulheres brasileiras e em especial na nossa região – observa Tânia. 

A advogada e professora universitária Ana Carolina Carvalho Barreto faz coro com Tânia sobre a necessidade de romper com cultura machista na sociedade.

– O índice de violência contra a mulher é altíssimo. O Dossiê mulher, lançado anualmente pela Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, evidencia isso. O histórico da nossa luta é árduo e em pleno século XXI a violência ainda é presente. Já conquistamos muitos direitos, mas para alcançarmos a igualdade de tratamento, respeito e oportunidades entre homem e mulher ainda falta um longo caminho. Nossa sociedade está enraizada na cultura machista e esse é um dos motivos da invisibilidade da violência contra a mulher. Os relatos que presenciamos ou lemos nas redes sociais chocam – observa Ana Carolina, que também é integrante do Movimento das Mulheres Advogadas, do Movimento das Mulheres de Cabo Frio e presidente da ONG Reação Mulher. 

Há um mês em frente da unidade que investiga crimes contra a mulher, a delegada Carla Tavares disse que ainda são poucas as denúncias que são formalizadas o que a leva crer que é grande a subnotificação. Ela afirma ainda que a falta de notificação compulsória dos hospitais dificulta a investigação dos crimes. A delegada pede um esforço conjunto da sociedade para reverter o quadro de violência contra a mulher.

– Acho que é muito importante entender que essa violência contra a mulher, na sua maioria, acontece no interior das residências. Pensando nisso, todas as instituições precisam se unir para que se consiga combater efetivamente essa violência, que não é só um caso de polícia. As prefeituras, a sociedade civil e os hospitais precisam se unir para efetivamente combater essa violência – comentou.

Participaram da ação de ontem o Movimento de Mulheres de Cabo Frio, a Articulação de Mulheres Brasileiras na Região dos Lagos, o Movimento de Mulheres Olga Benário, o Setorial Regional de Mulheres do PSOL, a Associação de Mulheres de Cabo Frio e Tamoios, a Associação de Doulas (Adoulas –RJ), o Grupo Iguais, o Coletivo Griot, a OAB Mulher e a ONG 
Reação Mulher. 

 

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