Cabo Frio está de luto com a perda de duas mulheres conhecidas na cidade: a servidora pública Leila Carriço e a militante de direitos humanos Elizabeth Marge. Elas morreram na noite de terça-feira (10) . Leila foi enterrada hoje no Cemitério Santa Izabel, em Cabo Frio, e Elizabeth será enterrada nesta quinta (12) no Cemitério São Francisco Xavier, no Rio.
A Prefeitura de Cabo Frio decretou luto de três dias pela morte de Leila, que era funcionária pública municipal. Ela tinha 56 anos e foi internada às pressas na noite de terça com quadro de pneumonia. Teve duas paradas cardíacas e não resistiu.
Foi a segunda perda da família Carriço em menos de dois meses. Em 16 de outubro, Ercília Carriço, moradora de Arraial do Cabo, morreu aos 72 anos. No mês seguinte a Câmara Municipal aprovou projeto de lei que rebatiza a rua onde morava, atualmente chamada José Cipriano, com o nome da filha do poeta Victorino Carriço.
Elizabeth Marge – Incansável defensora dos direitos da pessoa com deficiência, Elizabeth Marge enfrentou problemas de saúde e passou por três cirurgias em menos de um mês. Ela iria completar 68 anos nesta sexta-feira (13). Mesmo sendo cadeirante, notabilizou-se por participar de eventos e movimentos políticos em vários lugares do Brasil e do mundo. A professora e intérprete de libras Luciana Huguenin conta que Elizabeth era uma das militantes mais ativas pela acessibilidade em Cabo Frio.
– Ela sempre estava cobrando o setor de mobilidade urbana da Prefeitura, falando sobre as leis que defendem a pessoa com deficiência. A gente que faz parte deste movimento está muito abalado. Era uma pessoa alegra, empolgante e que vai fazer muita falta – declarou Luciana.
Para a ativista social Carolina Werkhaizer, Beth é sinônimo de vida, luta e alegria.
– Foi assim que a conheci e assim que me despedi em nossa última conversa.
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