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Cabo Frio, Arraial e São Pedro têm 37 leitos para atender coronavírus

Municípios tentam aumentar quantidade para evitar demanda superior à capacidade

25 março 2020 - 18h17Por Tomás Baggio

Os municípios da Região dos Lagos estão trabalhando para aumentar a quantidade de leitos disponíveis para atendimento a pacientes que possam necessitar de tratamento para o novo coronavírus. O objetivo é reforçar o esquema de atendimento para evitar uma demanda maior do que a capacidade das unidades de saúde.

Atualmente, Cabo Frio, Arraial do Cabo e São Pedro da Aldeia ofertam, juntas, 37 leitos com aparato de auxílio respiratório. Os três municípios trabalham com metas de expansão em curto prazo, assim como Iguaba Grande, que ainda não tem o serviço na rede pública de saúde.

As prefeituras de Búzios, Araruama e Saquarema não prestaram informações.

A maioria dos leitos deste tipo está em Cabo Frio. São 29 entre Unidades de Pacientes Graves (UPG's), Unidades Intermediárias (UI's) e Unidades de Terapia Intensiva (UTI's), todos com respirador, divididos entre o Hospital Municipal São José Operário e o Hospital Santa Isabel, que é particular conveniado com o Sistema Único de Saúde (SUS).

Existe a previsão de abrir dez novos leitos no Hospital Municipal Otime Cardoso dos Santos, no Jardim Esperança, em cerca de dez dias. 

Nesta semana a Folha revelou que a Prefeitura busca, também, fechar contrato para o aluguel do Hospital Unilagos, que segundo o secretário municipal de Saúde, Iranildo Campos, estaria parado. Se a negociação se concretizar, serão mais 20 leitos à disposição para o tratamento de pacientes do novo coronavírus.

- A saúde tem que ser preventiva e todas as medidas e precauções estão sendo tomadas, até além do normal que estamos vendo. Acredito que Cabo Frio tenha partido na frente nessa questão - disse o secretário Iranildo Campos, citando a entrega de três novas ambulâncias do tipo UTI Móvel nesta semana e o planejamento para aquisição de três motos por locação para fazer a entrega de medicamento para idosos nas residências.
 
Em Arraial do Cabo, o secretário de Saúde, Antônio Carlos 'Kafuru', afirma que o problema imediato é a pouca quantidade de equipamentos de proteção individual para os profissionais, como máscaras e luvas. 

Em relação aos leitos, são quatro na Unidade de Pacientes Graves (UPG) do Hospital Geral. O planejamento inclui a abertura de mais quatro leitos no ambulatório. Os respiradores para a expansão já foram adquiridos.

- Estamos mantendo o pronto socorro para os atendimentos normais. E o ambulatório, que está em obras, agora vai receber mais quatro leitos para os casos de coronavírus, além dos quatro na UPG. No total teremos oito leitos. Esta semana é decisiva para sabermos o que vai acontecer na cidade e no país inteiro. Se a população entender que deve ficar em casa, que deve contribuir, poderemos sair bem disso. Caso contrário, poderemos ter uma catástrofe, porque nenhum sistema de saúde vai aguentar se todos precisarem de atendimento ao mesmo tempo. Se tiver uma explosão muito rápida, não vai ter como atender todo mundo - afirma ele, completando:

- Acredito que as medidas tomadas com muito rigor, até mesmo o fechamento da entrada da cidade, só permitindo a entrada de quem mora ou trabalha, vão surtir um bom efeito e teremos a situação sob controle - disse ainda Kafuru.

Em São Pedro da Aldeia, segundo a Prefeitura são quatro leitos para pacientes graves no Pronto Socorro, com previsão de expansão.

"Atualmente, o Pronto-socorro Municipal conta com quatro leitos para pacientes graves. De acordo com a Secretaria de Saúde, cada leito apresenta auxílio respiratório, além disso, o PS conta com um respirador móvel para casos em que uma transferência se faça necessária. A previsão é de que até sexta-feira o município esteja equipado com 10 leitos para pacientes graves. Não há leito particular para pacientes graves conveniado ao SUS em São Pedro da Aldeia, todos os esforços do município para aumentar os leitos estão sendo voltados para o Pronto-socorro", diz a nota enviada pela assessoria.

Já em Iguaba Grande, no momento não há leitos para tratamento intensivo nas unidades de saúde do município. Os pacientes que necessitam deste tipo de tratamento são inscritos no sistema de regulação estadual, e encaminhados para unidades de saúde do estado com disponibilidade de atendimento.

Em nota, a Prefeitura de Iguaba afirma que está providenciando novos leitos.

"A Secretaria de Saúde de Iguaba Grande informa que não possui nenhum hospital público na cidade e nenhuma UTI, UPG ou UI próprias. No entanto já vem investindo na aquisição de equipamentos e preparação da UPA: do total de 20 leitos de internação da unidade, 10 estão sendo transformados em UTI especificamente para casos de Covid-19. Para casos de demandas que não sejam de coronavírus, outros 10 leitos serão montados em outra área da cidade, no bairro Estação", afirma a Prefeitura em nota, lembrando ainda do Decreto 1.885/2020, que autoriza a Secretaria de Saúde a "requerer bens e serviços de qualquer unidade de saúde particular garantido o pagamento posterior de indenização justa".

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