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Búzios quer ordenar praias e vai buscar Bandeira Azul para 17

Objetivo é resgatar turismo de qualidade no balneário

11 março 2017 - 15h28
Búzios quer ordenar praias e vai buscar Bandeira Azul para 17

Com foco no resgate do turismo de qualidade, Búzios vai buscar a Bandeira Azul para 17 praias a curto, médio e longo prazo. As três primeiras são Azeda, Azedinha e Forno, cujas candidaturas serão lançadas ainda no primeiro semestre deste ano. No segundo semestre, a Secretaria de Turismo pretende pedir a Bandeira Azul, certificado internacional de qualidade de praias, para José Gonçalves, Foca, Ponta da Lagoinha e Ossos. No Rio, somente a Prainha tem a Bandeira Azul e são candidatas as praias de Itacoatiara, em Niterói, e Peró, em Cabo Frio.

O anúncio foi feito pelo secretário municipal de Turismo de Búzios, César Fernandes, em encontro promovido pelo PACTO – união das cinco entidades empresariais de Búzios (Convention Bureau, Associação de Hotéis, Sindicato dos Hotéis e Restaurantes (Sindsol) e Associação Comercial), realizado no Hotel Atlântico. Aprovada a candidatura, Búzios terá dois anos para atender as exigências do instituto internacional que concede a certificação.

-- O desafio é grande. Nosso projeto é cuidar do turista, nosso cliente, do começo ao fim: desde que ele escolhe Búzios como destino até o dia que ele deixa a cidade. A prioridade é ordenar a cidade, acabar com a ilegalidade (60% dos meios de hospedagem estão na clandestinidade) e definir, com base em números confiáveis, qual o limite de pessoas que Búzios pode receber – explicou Fernandes.

As mudanças começam dia 20, quando será lançado o bilhete único para “acabar com os preços loucos na cidade”. O alvo principal serão as escunas, que cobram apenas R$ 20 pelos passeios em barcos em condições que deixam a desejar. O preço único vai ficar entre R$ 60 e R$ 70 reais, inferior ao preço cobrado pelas escunas de Angra dos Reis (R$ 140).

-- Com preço equilibrado, o turista poderá reclamar as condições dos banheiros, as poltronas, da segurança, etc. As escunas transportam até 9.800 pessoas por dia e lançam incríveis 7 toneladas de esgotos por mês no mar de Búzios.

César Fernandes elogiou sua equipe que, em dois meses, levantou números até então desconhecidos para o planejamento do turismo. Chegou a números impressionantes, como o que revelou a quantidade de agências de viagem: 115. Existem na cidade 120 táxis, 160 bugres e 600 pessoas por dia fazem o chamado bate-volta (passam só um dia no balneário) em Búzios, em sua maioria procedente do Rio. Cerca de 1.800 pessoas saem de Búzios por dia para passeios em Arraial do Cabo. Os cruzeiros em transatlânticos levam 260 mil pessoas por ano a Búzios:

-- A questão dos cruzeiros é polêmica, mas uma pesquisa revelou que 92% dos turistas dos navios que passam 8/10 horas em Búzios demonstram o desejo de voltar à cidade por terra para ficar um período maior. Queremos estimular estas pessoas a voltarem, movimentando nossa economia na boa temporada (que alguns chamam de baixa temporada) – acrescentou Fernandes.

Thomaz Weber, empresário e presidente do Búzios Convention Bureau, confirmou os números apresentados por Fernandes e apresentou o cronograma do PACTO que foi posto em prática, em caráter emergencial, neste verão e o planejamento pós-verão e para a alta temporada que começa no fim do ano.

-- Numa época de crise mundial, o turismo também sofre com a crise nacional e estadual. Se nós, empresários e poder público, não nos mexermos, a crise será municipal e baterá na nossa porta – comentou Weber.

O empresário anunciou uma das ações do PACTO: estimular o comércio a comprar lixeiras padronizadas (custo de R$ 250) e colocá-las na frente dos seus estabelecimentos uma hora antes da passagem do caminhão que faz a coleta. Ele também disse que está avançado o projeto para monitorar Búzios com câmeras, em apoio à Guarda Municipal e à Polícia Militar:

-- Serão 17 câmeras que já estarão em funcionamento na Semana Santa. Com gravações à distância, aumenta a possibilidade de êxito em se obter a imagem de bandidos, que costumam destruir os equipamentos nos locais onde ocorrem os assaltos. Também estamos na luta para regularizar a atuação de vendedores e promotores nas ruas de Búzios, principalmente no Centro. O objetivo é evitar o assédio aos turistas – concluiu Weber.