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Bueiros entupidos preocupam para temporada de chuvas

Água suja mina de caixas de esgoto e causa transtorno a moradores

14 dezembro 2016 - 07h54Por Texto e foto: Rodrigo Branco
Bueiros entupidos preocupam para temporada de chuvas

Nos últimos três meses, o por­teiro Valtencir Dias tem cumpri­do o ritual de pegar mangueira e vassoura para lavar pelo menos uma vez por dia a calçada do prédio em que trabalha, na Rua Rui Barbosa, em Cabo Frio. Tudo porque a água suja teima em minar da caixa de esgoto em frente ao edifício. O trabalho tem efeito temporário, pois logo a imundície novamente toma conta do passeio público, para desgosto de moradores, pedes­tres e comerciantes do local, que fica em uma das regiões mais va­lorizadas da cidade.

O síndico do prédio, Jerônimo Valim Fernandes, afirma que já recorreu à Prefeitura para tentar desobstruir a caixa, mas foi in­formado que as secretarias res­ponsáveis pelo trabalho estão em greve. Como paliativo, o con­domínio já desembolsou mais de R$ 100 para que caminhões fizessem a sucção dos dejetos, mas dois dias do serviço, o pro­blema retornou. Um caminhão da Prolagos também já realizou o trabalho, mas o resultado foi o mesmo. Por causa das lavagens mais frequentes na calçada, o valor da conta de água do con­domínio aumentou em 20%.

–Isso traz mau cheiro, atrai mosquito, fora o risco de alguma criança pisar nesse esgoto. Mes­mo se tratando de um serviço que o município teria que fazer, é nossa obrigação cuidar da via pú­blica. Eu me sinto como se tives­se retroagido ao século passado, com esgoto correndo a céu aber­to – desabafa ele, que tem que conviver com as cobranças dos condôminos por uma solução.

Dona de um salão de beleza que funciona no edifício, a em­presária Janaína Martins con­firma os transtornos e constran­gimentos para funcionários e clientes. Por causa do odor, que fica ainda pior em dias de sol forte, o estabelecimento precisa ficar fechado e com o ar condi­cionado ligado.

– Tenho que avisar às minhas clientes para tomarem cuidado para não pisar no esgoto, pois muitas delas saem descalças de­pois de fazerem as unhas. Como comerciante, isso está me atra­palhando muito – reclama.

Ironicamente, moradores apontam que outro problema crônico no local – um enorme buraco que ficou mais de um mês aberto na esquina com a Avenida Nilo Peçanha – contri­buiu para o entupimento das tu­bulações subterrâneas, uma vez que, durante o período, a cratera foi sinalizada com pedaços de madeira e pedras.

Apesar disso, o problema está longe de ser isolado. Conhecida por encher após cada chuva for­te, a Avenida Nilo Peçanha tem diversos pontos onde bueiros e caixas de passagem estão entu­pidas, impedindo o escoamento da água. A situação preocupa com a proximidade do verão e as suas características tempesta­des. Um bueiro do tipo boca de lobo, na esquina com a Rua Flo­rismundo Batista Machado, cha­ma a atenção pela quantidade de areia acumulada.

– Sempre que começa a cho­ver forte, a gente fecha a loja. Ficamos ilhados e fica até difícil sair – comenta Rômulo Torres, gerente de uma loja multimarcas que, mesmo construída mais de um  metro acima do nível da cal­çada, sofre as consequências dos alagamentos.

Em nota, a concessionária Prolagos informou que uma equipe técnica esteve na tarde de ontem nas ruas Rui Barbosa, Florismundo Batista Machado e Tamoios e constatou que os va­zamentos nos locais são prove­nientes das redes de drenagem pluvial (água de chuva) do mu­nicípio, cuja manutenção é de responsabilidade da Prefeitura.

Por sua vez, a administração municipal informou que promo­ve ação de limpeza por todas as vias públicas da cidade. A ação começou no início deste mês e irá passar por todos os bairros entre primeiro e segundo distri­tos. Segundo a Prefeitura, os es­forços foram intensificados para amparar a população por conta do aumento de fluxo de pessoas no período das férias e verão.