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fim da greve

Bancos voltam ao trabalho e clientes enfrentam filas

Discutindo acordo à parte, funcionários da Caixa mantêm a greve

07 outubro 2016 - 13h54Por Redação I Foto: Rodrigo Branco
Bancos voltam ao trabalho e clientes enfrentam filas

Depois da maior greve da história, que durou 31 dias, os bancários voltaram ao trabalho nesta sexta-feira (7). Em Cabo Frio, as agências do Centro tiveram um grande movimento logo pela manhã e muitas delas registraram filas de clientes, que tinham contas acumuladas. Foi o caso do técnico em manutenção eletrônica Bruno Vieira, de 33 anos. O rapaz conta que chegou a ter o telefone cortado por não conseguir pagar a fatura, mesmo no caixa eletrônico. 

– Estou com 90% das contas atrasadas. Ainda não consegui pagá-las por causa da fila. Para ser sincero, resolvi sair e voltar mais tarde. Fiquei 40 minutos esperando e não fui atendido – reclama ele, que disse também ter deixado de receber vários pagamentos.

A dona de casa Araci Augusto Benedito, 46, teve mais sorte e foi logo atendida.

– Só vim trocar um cheque. A greve não me atrapalhou tanto porque pedia para alguém pagar as contas para mim no caixa automárico – relata.

Mas nem todos os correntistas puderam resolver suas pendências, pois os funcionários da Caixa Econômica Federal mantêm a greve, uma vez que possuem uma defasagem salarial maior que a dos colegas dos bancos privados e do Banco do Brasil. De acordo com o representante do sindicato dos Bancários de Niterói e região, Suez Santiago, o acordo coletivo dos funcionários da Caixa tem cláusulas específicas.

Por causa disso, muita gente ainda tem que recorrer às casas lotéricas para pagamentos e saques de benefícios do governo federal.

Os bancários voltaram à ativa depois de aceitarem em assembleia na noite de quarta-feira (5) a terceira oferta feita pela Federação Nacional do Bancos (Fenaban) na noite de quarta-feira foi de reajuste de 8% em 2016 e abono de R$ 3.500. Haverá ainda aumento de 10% no vale refeição e no auxílio-creche-babá e de 15% no vale alimentação. Os bancos também se comprometeram a garantir aumento real de 1% em todos os salários e demais verbas.

O acordo tem validade de dois anos. Para 2017, os salários serão reajustados pela inflação (INPC/IBGE), mais 1% de aumento real. Está prevista para a noite desta sexta, uma assembleia para tentar um acordo com os funcionários da Caixa Econômica.