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Autoescola de Cabo Frio se defende

Autoescola de Cabo Frio se defende

Diretora afirma que empresa não está envolvida em esquema de fraude

03 março 2016 - 13h34

Uma das donas da autoescola Daniel, Camila Costa, afirmou ontem à Folha que a empresa não está impedida de funcionar e que está atendendo normalmente os alunos. Segundo ela, “as informações que circulam na internet são mentirosas”. A Daniel é uma das três autoescolas de Cabo Frio que teriam sido alvo de investigação da Polícia Civil sobre fraudes em emissão de carteiras de habilitação.
– Não estamos sendo investigados, nem impedidos de funcionar e desde segunda-feira recebemos normalmente os alunos. As informações que circularam na internet são mentirosas. Se tem investigação e somos alvo, não fomos comunicados. Recebemos a visita da Polícia Civil e eu não estava na loja, mas me informaram que era para uma pesquisa – afirmou.
Os diretores das outras duas autoescolas supostamente investigadas não foram encontrados pela reportagem. Até o fechamento desta edição, às 20h de ontem, a Polícia Civil não havia divulgado oficialmente o nome das empresas envolvidas.

Operação Backdoor – Anteontem, a Polícia Civil realizou a ‘Operação Backdoor’, para cumprir 36 mandados de prisão de suspeitos de fraudar o sistema do Departamento Estadual de Trânsito do Rio de Janeiro (Detran-RJ). De acordo com a polícia, pelo menos 126 mil carteiras de habilitação falsas foram emitidas. Até o fim da tarde, dez suspeitos haviam sido presos, de um total de 36 acusados.

Os ex-alunos, hoje motoristas, que teriam recorrido ao esquema criminoso para não frequentar as aulas, responderão a inquérito criminal da Polícia Civil e a processo administrativo do Detran. Eles deverão ter a carteira de motorista cassada. Os alunos das autoescolas citadas no inquérito, que estejam frequentando o curso regularmente, podem pedir a desvinculação dos centros de formação descredenciados e se matricular em outra autoescola, sem perder as aulas registradas. 

A Operação Backdoor é consequência de uma denúncia do Detran feita à Polícia Civil, em 2013, sobre possíveis fraudes no sistema de frequência de aulas teóricas e práticas de candidatos Segurançaa motorista. Em 2015, o Detran implantou novo sistema, a fim de coibir as fraudes identificadas e dar maior segurança aos usuários. Diretora de habilitação do Detran, Janete Bloise lembra que os avanços da tecnologia facilitam o monitoramento dos estabelecimentos, como suspeita de irregularidades no banco de dados.

– O Detran utiliza a tecnologia a favor do cumprimento da legislação. Foi pioneiro no controle biométrico de carga horária em cursos teóricos e práticos de habilitação. Em relação a operação BackDoor, tanto denunciamos o esquema quanto mudamos o sistema para acabar com o problema – afirmou.