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PAPO DE JORNALISTA

Augusto Rosa, do Sepe Lagos: 'Voltar às aulas presenciais é botar seu filho em risco"

Representantes de sindicatos falam da realidade da Educação durante a pandemia em live da Folha e do Portal Fonte Certa

20 junho 2021 - 09h00Por Redação
Augusto Rosa, do Sepe Lagos: 'Voltar às aulas presenciais é botar seu filho em risco"

Tema recorrente nas discussões sobre a pandemia da Covid-19, a Educação foi debatida na live Papo de Jornalista desta semana, transmitida nas páginas do Facebook e do YouTube da Folha dos Lagos e do Portal Fonte Certa. Para tratar do assunto, os jornalistas Rodrigo Branco e Luciano Motta receberam os coordenadores do Sepe Lagos, Augusto Rosa, e do Sepe Costa do Sol, Renato Reis, que trataram dos problemas nas redes municipais da Região dos Lagos.

Ao longo de quase duas horas de conversa, os representantes sindicais falaram sobre a necessidade da adoção de protocolos de segurança sanitária e também da necessidade de acelerar a vacinação. Temas como o ensino à distância e Kit alimentação para os estudantes também foram debatidos na transmissão, que está disponível nas mídias sociais dos dois veículos. Confira abaixo alguns trechos da conversa:

Retorno presencial |

Augusto Rosa – “Primeiro, a gente tem que entender que a vacinação é um passo importante para o retorno às aulas. A vacinação dos profissionais. A gente ainda não está pensando em vacinar ainda crianças, o Brasil ainda está muito atrasado na vacinação. Só deve começar a vacinar menores de 18 anos no ano que vem, não tem nem previsão disso. Tudo o que a gente falar aqui vai ser um chute. Mas um passo importante é, pelo menos, a vacinação dos profissionais da Educação. Nós temos dois elementos importantes que parece que as prefeituras e os governos estaduais e federal não estão muito preocupados, porque tiveram tempo de ter visto e resolver, mas até agora não avançaram. Um elemento é um protocolo de segurança, e quando eu falo em protocolo de segurança eu quero garantir não só a vida de quem já foi vacinado, mas que nada impede que possam a vir ser transmissores e até desenvolver quadros sintomáticos e até graves da Covid. Ciência não é milagre. E o outro elemento, que está relacionado ao primeiro, é o controle da pandemia”.

Trabalho na pandemia |

Renato Reis – “Em relação à vacinação, estamos obviamente felizes que os profissionais estão sendo vacinados, mas não somente isso. Como o Augusto colocou bem, tardiamente. Mas pelo menos começamos a nos vacinar. Mas não somente isso vai fazer ter condições de voltarem as aulas presenciais. E não é porque os profissionais da Educação não querem trabalhar. Pelo contrário. O trabalho triplicou nessa pandemia. Se você conversar com qualquer profissional de Educação, os professores recebendo a todo momento mensagem de aluno, final de semana, durante a semana sem horário, tendo que fazer milagres pra garantir a Educação”.

Augusto Rosa – "(...) Não existe a intenção de não trabalhar os profissionais da educação como alguns secretários, alguns prefeitos e empresários estão inventando por aí. A nossa preocupação é que tenha segurança para o retorno. Ninguém esta satisfeito com o trabalho on-line. Muito raro um professor não trabalhar três vezes mais que o normal. Precisamos de três coisas para um retorno seguro: concluir a vacinação, ter um índice de contágio mais controlado e protocolos da segurança. Sem isso, voltar às aulas é botar os seus filhos em risco”.

Diferença entre rede pública e particular |

Augusto Rosa – “Quando se colocou o debate para ar reabertura das escolas, muita gente colocou esse dilema entre particular e pública, que tem uma diferença muito grande. Sobre segurança, não tem; sobre condições de trabalho, muitas vezes também não tem. As escolares particulares não pagam em dia, muitas vezes. São inadimplentes. Vão comprar equipamento? Vão fazer testagem? Então o protocolo de segurança tem que ter também testagem de triagem e de diagnóstico. Preventivo, para que faça o rastreio prévio desse possível surto, e de diagnóstico, que é o cara que está com sintomas. Nenhum dos dois. Nem de triagem nem de diagnóstico. Então não dá pra dizer que tem protocolo de segurança. Nós, na verdade, estamos sendo colocados à sorte”.

Retorno em São Pedro |

Renato Reis – “Tivemos uma luta ferrenha com o prefeito e a secretaria de Educação para manter os funcionários com comorbidade em casa. E eles não aceitavam. Nós tivemos reuniões, onde nós ouvimos da subsecretária de Educação que muita gente utiliza qualquer doença pra falar que tem comorbidade. Nenhuma empatia com o profissional e Educação. E a subsecretária deixando claro que, por ela, já tinha voltado a aula presencial há muito tempo. E a gente vê em algumas escolas da rede municipal profissionais que morreram.A gente foi cobrar, a Prefeitura não deu EPI, uma máscara dessa que seja eficaz”.

Relação com secretário de Cabo Frio |

Augusto Rosa – “Caiu de paraquedas na secretaria. A princípio, as pessoas acharam que seria uma boa opção por ser um servidor da ativa. Nada. Foi pior do que os outros disparados. Não respondia ofício, não faz audiência. Quando faz audiência, não faz ata. Prometeu, por exemplo, um processo de recontratação dos vigias e incluiu pessoas que não estavam no Processo Seletivo. Voltaram as vergonhosas indicações políticas dentro da Secretaria de Educação de Cabo Frio, que já não aconteciam há muitos anos”.

Demissões x falta de profissionais |

Renato Reis – “Tivemos um problema grave com essas demissões. Milhares em Cabo Frio. Aqui em São Pedro da Aldeia, mais de 400 profissionais foram demitidos. Em Iguaba Grande, não houve essa dispensa de profissionais, mas acaba sendo necessária a crítica porque, quando se fala de Educação, e aí as secretarias tendem a falar que querem que tenha aula, mas a primeira ação delas foi demitir esses profissionais, quando a crise do coronavírus começou a assolar o nosso país e as aulas foram paralisadas”.

Infraestrutura nas escolas|

Augusto Rosa – “Além da infiltração, da falta de bebedouros, da falta de água, que a gente vai encontrar em Arraial, vai encontrar em Cabo Frio e, em certa medida, em Búzios, nós temos que levar em consideração que nesse momento da pandemia, estruturas para as escolas retornarem são estruturas para combater a disseminação. Não tem nenhuma adaptação nas escolas para um contexto de pandemia. Os pais e responsáveis que estiverem nos ouvindo, inclusive da rede estadual, se seus filhos voltarem, nenhuma escola que passou por uma adaptação, organizada, pensada, que possa garantir a segurança dos seus filhos, dos seus parentes, para não pegarem Covid-19. Porque se recusaram a fazer”.

 

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