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Atividade econômica brasileira tem queda de 6,7% em 12 meses de pandemia, aponta Firjan

Bahia e Ceará, com maior peso do setor de serviços no PIB, apresentam as piores taxas entre os estados analisados

05 maio 2021 - 13h41Por Redação

A atividade econômica brasileira, considerando os setores da indústria, comércio e serviços e 14 estados que representam 87,8% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, teve queda de 6,7% em um ano de pandemia de Covid-19 (março 2020 a fevereiro 2021), na comparação com os 12 meses anteriores. Os estados da Bahia (-13,5%) e do Ceará (-12%), que entre os estados analisados possuem o maior peso do setor de serviços no PIB, apresentam as piores taxas. Os dados fazem parte do estudo "O impacto regional da pandemia nos três grandes setores econômicos", divulgado pela Firjan.

"O setor de serviços foi fortemente impactado pela pandemia por conta das proibições e restrições. Então os estados que têm grande peso do setor em sua economia foram os mais penalizados. No estado do Rio, por exemplo, onde o setor tem um peso de quase 70% no PIB, a queda foi de 6,6%. Só não foi mais intensa devido ao desempenho da indústria extrativa", explica Jonathas Goulart, gerente de Estudos Econômicos da Firjan.

Além da Bahia, do Ceará e do Rio de Janeiro, foram avaliados os resultados do Rio Grande do Sul (-10,5%), Pernambuco (-7,9%), Espírito Santo (-7,7%), São Paulo (-6,9%), Paraná (-6,8%), Goiás (-5,1%), Minas Gerais (-2,9%), Mato Grosso (-2,5%), Santa Catarina (-2,1%), Amazonas (-2,1%) e Pará (+0,6%), para os quais o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga mensalmente dados da indústria, do comércio e de serviços. O estudo da Firjan leva em consideração o peso dos setores no PIB de cada estado.

Na análise setorial, o setor de serviços teve taxa positiva somente no Amazonas (+0,6%), explicada pelo desempenho do segmento de logística, que teve grande escalada de demanda por conta do crescimento das vendas online. No comércio, metade dos estados analisados registrou taxa negativa: Bahia, Rio Grande do Sul, Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Paraná. Pará teve o melhor desempenho no comércio (+8,1%). Já a indústria registrou taxa positiva em Pernambuco (+3%) e no Pará (+0,1%).

Para a Firjan, diante do comportamento crítico da atividade econômica em todos os estados analisados, a velocidade e o sucesso do programa de imunização contra a Covid-19 são imprescindíveis para que o país consiga superar a crise gerada pela pandemia.

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